domingo, 24 de junho de 2012

Bom dia leitores do Histórias Fantásticas, hoje é Dia de São João e para quem pensa que a festa é comemorada somente no Brasil está enganado. Veja as tradições em outros países.
Você sabe o que é Códigos QR? Então leia mais sobre o assunto.
Diários da Doutora Ana Maria Scarlet – uma viagem ao Reino da Cabeça de Serpente é a mini-serie da poetisa e escritora Dione Mara Souto da Rosa, que nos brinda também com uma linda poesia.
World Cities 2012, encenado até 9 de julho no Sadler’s Wells e no Barbican como parte do Festival de Londres 2012.
Quer ganhar um livro? Então veja como participar da promoção.
Por hoje é só, tenham um ótimo domingo e amanhã tem mais.
Beijo grande,
Miriam

Como é o São João em várias 
partes do mundo

Para muitos entre a brava gente brasileira, a festa popular mais esperada do ano é o São João. Neste ano de 2012, as festas juninas por excelência, aquelas realizadas na noite do dia 23 para 24 de junho, a noite de São João, aconteceu neste sábado, mas hoje muita fogueira vai arder ainda pelo Brasil afora.
Aliás, o São João tal e qual o conhecemos é tão típico do Brasil, que a maioria das pessoas tende a pensar que esta é uma festa exclusiva nossa.
A Noc Świętojańska, “Noite de São João” na Polônia faz parte do calendário oficial das cidades mais importantes do país, como Varsóvia e Cracóvia, e uma das tradições da festa é justamente o uso de fantasias — não de caipira, claro, mas de pirata. Que dizer também da festa de Ivana Kupala (João Batista) na Ucrânia, onde é comum a brincadeira de pular a fogueira. 

Juhannus: fogueira (kokko) e salsichão (makkara) 

Já o São João da cidade do Porto, em Portugal, por vezes pode parecer mesmo uma mistura de Carnaval com Réveillon. Entre as tradições da noite do dia 23 para 24 de junho estão os martelos de plástico, os famosos martelinhos de São João do Porto — que há algumas décadas chegaram a ser proibidos porque as autoridades entenderem que o brinquedo atentava contra a tradição –, e fogos de artifício à meia-noite.
Nos países no norte da Europa a noite de São João coincide com o solstício de verão, o dia mais longo do ano e marco da chegada do clima mais quente. Curiosamente uma das festas de São João daquela região mais parecidas com as do Brasil é o Juhannus. Sim, Juhannus, o São João finlandês, entre cujos maiores símbolos estão dois itens de festas juninas que nos soam bem familiares: a fogueira (kokko) e o salsichão (makkara).
Em Penedo, no sul do estado do Rio de Janeiro, única colônia finlandesa do Brasil, são comuns as celebrações do Juhannus, ainda que mais à moda brasileira mesmo, mas sempre, obrigatoriamente, com uma bandeira da Finlândia hasteada entre bandeirinhas coloridas e ao som de forró, xotes e xaxados.
Em reportagem recente sobre o Juhannus, a revista de viagens Lonely Planet parece ter achado a expressão mais certeira para descrever a noite de São João na Finlândia: é a noite em que o país “descongela”.

Do casamento na roça ao casamento nórdico

Na Finlândia, aliás, tem até uma versão nórdica, por assim dizer, do nosso casamento na roça, brincadeira que não pode faltar em São João brasileiro que se preza.
No folclore finlandês, a meia-noite do Juhannus marca o momento em que as finlandesas solteiras tentam descobrir, identificar quem serão os seus futuros e respectivos maridos. Uma crença muito comum é a de que se uma garota ficar nua em um lago precisamente à meia-noite ela vai ser capaz de ver o rosto daquele que virá a ser o seu consorte.
Isso no país com o maior número de lagos em todo o mundo. Mas se aqui o casamento na roça não passa de uma encenação, lá, na Finlândia, o São João parece de fato inspirar o romantismo: a época do Juhannus é a mais popular para se casar.
E quem achava mesmo que o São João com fogueira e salsichão era nosso — só nosso — e achou estranha a ideia de poloneses pulando fogueira no fim de junho, não gostará nada da tese defendida por alguns estudiosos de que o “2 pra lá 2 pra cá” do arrasta-pé do forró, afinal, veio da polca…
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Códigos QR: a próxima 
grande sensação

As caixas de cereais matinais são em geral péssimas obras literárias. Ainda sim muitas pessoas passam o seu café da manhã as lendo repetidas vezes. No ano passado a Kellog se deu conta de que podia tornar as suas embalagens mais divertidas – e intuiu que as pessoas também teriam seus celulares à mão. A Kellog então imprimiu códigos em 2D, mais conhecidos como códigos QR (quick response, ou resposta rápida) nas caixas de seu cereal Chrunchy Nut nos EUA. Quando escaneados, os códigos levavam os consumidores de cereais a um vídeo de um nascer do sol em, digamos, o estado de Washington. A ideia era vender os cereais como um lanche para ser consumido ao longo do dia inteiro: “Amanhece em algum lugar”.
Os códigos QR – quadrados de padrões preto e branco – têm muitas vantagens. Eles armazenam mais informações que os antigos códigos de barra. Por exemplo, eles podem conter endereços de sites e logos. E são baratos. Tais códigos já são usados no Japão há anos, mas no resto do mundo foi por um tempo vendido como “a próxima grande sensação”.
Ao longo do ano passado, os códigos QR chegaram silenciosamente à publicidade de massa. A Scanlife, uma fornecedora de serviços de código QR, viu triplicar o número de usuários únicos (do início do ano até março) acessando os seus sistemas através de leituras de scanner. Uma razão para a ascensão deste código é a proliferação de smartphones com câmeras de alta qualidade e o correspondente declínio nos custos de transferência de dados.
Para os publicitários, os códigos QR criam uma ponte entre os mundos online e offline. Os consumidores que os usam estão pedindo para ouvir mais a respeito da empresa. O sucesso de uma campanha é fácil de medir pelo número de leituras. Espere ver muito mais desses engraçados quadrados preto e branco. 
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Diários da Doutora Ana Maria Scarlet – uma viagem ao Reino da Cabeça de Serpente

Sinopse

Uma viagem levará a bióloga Ana Maria Scarlet ao “Reino da Cabeça da Serpente”, ao coração da selva de Campeche - a cidade maia de Calakmul na Península do Yucatán no México, cujos tesouros arqueológicos são um museu ao ar livre, e pode-se ver templos, pirâmides e tumbas.
Ana Maria é obcecada por encontrar vestígios da maior cobra existente, o píton. Após sofrer tentativa de homicídio, ela é levada por um estranho ser ao portal da cidade dos "nagas", seres mitológicos descritos na tradição védica.
Os Nagas são uma raça de seres meio homem, meio serpente, que possuem uma pedra preciosa cravada em suas cabeças, a qual lhes confere poderes sobrenaturais, incluindo o da invisibilidade.
Os principais fatos do seu diário serão publicados semanalmente no blog de Dione Mara Souto da Rosa: “Escrevendo com Rosas e Sangue”, acompanhe.
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World Cities 2012

Antes da coreógrafa alemã Pina Bausch morrer em 2009, ela havia planejado encenar dez de seus espetáculos em Londres como parte das celebrações dos Jogos Olímpicos da cidade. O programa foi descontraidamente discutido em um jantar com Alistair Spalding, diretor artístico do Sadler’s Wells, mas o prospecto era intimidante. As produções de Bausch tendem a ser façanhas técnicas, que incluem encher palcos com toneladas de terra, litros de água – ou galinhas e ovelhas. “Produzir um espetáculo de Pina é o bastante”, diverte-se Spalding. “Produzir dez é burrice”. Mas a morte intempestiva de Bausch fez com que o programa se tornasse um tributo apropriado, e um novo modo de a companhia fundada por ela, o Tanztheater Wuppertal, na Alemanha, encontrar o seu caminho sem a sua patrona.
O resultado é “World Cities 2012”, encenado até 9 de julho no Sadler’s Wells e no Barbican como parte do Festival de Londres 2012. Englobando mais de 25 anos da coreografia de Bausch, cada peça é o produto de uma estadia estendida em uma cidade diferente, de Saitama a Istanbul, e é infundida com a sensibilidade local.
O dom de Pina Bausch era expressar sentimentos profundos sem clichês ou uma narrativa clara. A sua coreografia baseia-se no valor mundano do gesto – o modo de as pessoas reagirem, ficarem tensas ou falarem – o que dá uma qualidade evocativa à dança. Com frequência, há um elemento de tragédia fermentando no movimento, conforme homens e mulheres tentam alcançar uns aos outros e seus movimentos saem desesperados, confusos ou são mal entendidos. Os seus dançarinos com frequência parecem desajeitados, até bobos, em figurinos que não lhes caem bem. E há momentos de humor inesperado, beirando o absurdo, e também a glória.

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Rosa dos véus
Dione Mara Souto da Rosa

Diáfanos véus de uma paixão proibida
Descortinam doces envolvimentos
Revelados na rosa prometida
Por aromas sublimando os tormentos.

Uma brisa esvazia no horizonte
Ao prenúncio do Outono dos amores.
Notas e aromas destilam defronte
De beijos num jardim pleno de flores.

A rosa envolta em véus de seda pura
Dança insinuando desejo nas folhas,
Salpica os luares com sua formosura.

Vestindo a noite um manto protetor
(Encantamentos de tantas escolhas)
Supõe um breve encontro alumbrador...

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