quarta-feira, 2 de maio de 2012

Olá, revendo assuntos interessantes, vi sobre uma livraria sagrada na Holanda, veja só que ideia super dez do arquiteto, que aproveitou uma catedral para abrigar uma biblioteca. Muito legal.
A rotina atrasa o seu desenvolvimento? Leia a história do lenhador e veja se você não está também estagnado devido a rotina monótona. Eu me sinto assim, o dia a dia cansa e desgasta qualquer um.
Para você, que adora poesias, tem uma linda de Mariano da Rosa no Cantinho da Poesia, veja mais.
Finalizando, deixo aqui um pensamento:
Tenha firmeza em suas atitudes e persistência em seu ideal.
Mas seja paciente, não pretendendo que tudo lhe chegue de imediato.
Há tempo para tudo.
E tudo o que é seu virá às suas mãos, no momento oportuno.
Saiba esperar o momento exato e receberá os benefícios que pleiteia”.
Beijo grande a todos vocês,
Miriam

Livraria sagrada na Holanda

Uma livraria é um lugar sagrado hoje em dia. Os poucos estabelecimentos que permanecem abertos são raras oportunidades para se refugiar da agitação da cidade e ler um número infinito de mundos. Não é à toa que a biblioteca apresenta uma imagem de escape, suas chances de roteiros, representadas por pilhas intermináveis de livros alinhados um após o outro, sugere a suspensão do tempo e uma oportunidade para se transportar para lugares construídos por palavras e trabalhados na mente.
A livraria Selexzy decidiu que não havia lugar melhor para a sua mais recente loja do que ocupar uma Catedral Dominicana do século XIII, em Masstricth, na Holanda. De acordo com o site MyModernMet, os arquitetos Merkx e Girod aproveitaram a oportunidade para fundir o velho com o novo e criaram o projeto “Selexzy Dominicanen Maastricht” , que integra uma moderna livraria dentro de uma estrutura histórica preservada.
O amplo espaço permitiu o projeto de três andares, uma estrutura metálica que se estende por baixo do salão central e oferece um contraste provocativo com as pedras góticas. Outras mesas baixas e prateleiras em declive estão na estrutura central, espalhando-se pelos corredores com apoio de pilares redondos e alinhando os segmentos das paredes da igreja.
A abside é composta por uma longa mesa em forma de cruz e abriga um café e área de estar para os visitantes lerem seus livros, quase recriando a circulação original do edifício.
Os arquitetos tiveram o cuidado de usar uma iluminação mínima para preservar a integridade do espaço original, com brilho etéreo e foco na luz natural durante o dia. Esta livraria, sem dúvida, rivaliza com a loja da Apple no Grand Central Terminal, um espaço discreto e distinto. Mas, ao contrário da Apple Store, a arquitetura da Selexyz Dominicanen Maastricht tem o comando silenciado de vozes interiores.
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A rotina atrasa o seu desenvolvimento?

Um lenhador era famoso pela sua força e habilidade para cortar árvores.
Ele entrou para uma empresa e no início se destacava dos demais lenhadores. O tempo foi passando e, gradativamente, o lenhador foi reduzindo a quantidade de árvores que derrubava. Um dia, se nivelou aos demais e, logo depois, encontrava-se entre os lenhadores que menos produziam...
O capataz, que, apesar da sua rudeza, era um homem vivido, chamou o lenhador e o questionou sobre o que estava ocorrendo.
— Não sei — respondeu o lenhador. — Nunca me esforcei tanto e, apesar disso, minha produção está decaindo.
Quando o capataz olhou para o machado do lenhador, viu que estava cheio de dentes e sem o fio de corte, e perguntou ao lenhador:
— Por que você não afiou o machado?
Surpreso, ele respondeu que estava trabalhando muito e, por isso, não tinha tido tempo de afiar a sua ferramenta de trabalho. O capataz ordenou que o lenhador amolasse o machado imediatamente. Quando retornou à floresta, com o machado amolado, percebeu que tinha voltado à forma antiga, conseguia derrubar as árvores com uma só machadada.
Muitos de nós, preocupados em executar nosso trabalho, ou, pior ainda, julgando que já sabemos tudo o que é preciso, deixamos de “amolar o nosso machado”, ou seja, deixamos de atualizar nossos conhecimentos. A experiência não é a repetição monótona do mesmo trabalho, e sim a busca incessante de novas soluções, tendo coragem de correr riscos que possam surgir. É preciso empenhar tempo para afiar o nosso machado.

Fonte: O que podemos aprender com os gansos 2, de Alexandre Rangel
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CANTINHO DA POESIA
Angst*
Mariano da Rosa
“Uma interrogação sem voz, nem ódio ou dó

Que onipresente ecoa como o próprio fôlego
Dos subterrâneos do ser. Quase um eu. Quem sou?!
Choro. Eis o clímax genésico de uma alma!
Confissão sem verbo ou testemunha. - Socorro!!!



Sombras e rastros embriagam-se de dor...
Entre o afeto e a razão goteja a consciência:
Sujo de desejo vicejo como o húmus.
Uma pré-histórica sensação que existo
Como um obscuro fóssil, germe do Futuro,



Sob os escombros da História – Pó do Tempo!
Um aracnídeo entre os ossos dos filósofos
E os olhos dos poetas? Ou um lepidóptero
Na autogestação do efêmero casulo?!
Sentimento: És Pedra e Flor, Nuvem, Deserto.


*Segundo Kierkegaard (1813-1855), filósofo dinamarquês precursor do existencialismo, determinação que revela a condição espiritual do homem, caso se manifeste psicologicamente de maneira ambígua e o desperte para a possibilidade de ser livre.

**Húmus, inédito.



“Melancolia" (1891), de Edward Munch


Conheça o poeta, acesse:


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