sexta-feira, 18 de maio de 2012


Olá, ontem fui na pré-estreia do filme O Corvo, no Pátio Iporanga, no Gonzaga, em Santos e gostei do longa, a história é sobre o mestre Edgard Allan Poe. Leia mais sobre o filme e também sobre a vida do escritor.
Em seu décimo aniversário, a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que será realizada de 4 a 8 de julho, homenageia o escritor mineiro Carlos Drummond de Andrade. Os ingressos começam a ser vendidos no dia 4 de junho. Veja a programação da Tenda dos Autores.
Vamos comer comida? Esse é o tema do Café Filosófico de hoje.
Finalizando, que tal um choro de Bolso? Ou então happy hour no sábado?
Espero que gostem dos assuntos de hoje e aguardo vocês aqui amanhã.
Grande beijo,
Miriam

Filme O Corvo

Ontem fui na pré-estreia do filme O Corvo dirigido pelo australiano James McTeigue e achei o filme interessante, com roteiro que tenta interpretar a morte do escritor, que não foi esclarecida.
Como a causa da morte do escritor americano Edgar Allan Poe (1809-1849) sempre esteve envolta em mistério, o filme fez uso disso, pois o que se sabe é que ele foi encontrado delirando pelas ruas de Baltimore, nos EUA, vestindo roupas que não eram suas. Quatro dias depois, ele morreu. Durante esses derradeiros dias, suas últimas palavras teriam sido: "Está tudo acabado", "Escrevam Eddy já não existe" e "Reynolds".
Tomando como base a misteriosa morte de Poe, o longa O Corvo, dirigido pelo australiano James McTeigue, chega às telas hoje, nas salas Roxy de Cinemas com John Cusack no papel do próprio escritor. O título tem como inspiração o nome de um dos poemas mais famosos de Poe, mas o roteiro do filme se apropria também de outros de seus contos de horror para acompanhar os cinco dias que antecedem a morte do autor, quando sua namorada é sequestrada por um serial killer. Junto com um detetive, ele percorre as ruas de Baltimore à caça do assassino.
A história, porém, é uma obra de ficção. Poe nunca teve uma namorada sequestrada nem perseguiu bandidos. No entanto, em 40 anos de vida, sua prodigiosa imaginação produziu uma série de contos e poemas de horror, policiais e de suspense que inspiraram autores como Sir Arthur Conan Doyle, Agatha Christie e Stephen King.

Veja o trailler, acesse:


Allan Poe Edgard

Segundo filho de David Poe e Elizabeth Arnold, ambos atores, Edgar Poe ficou órfão ainda criança e foi adotado por um casal rico de Richmond, Virgínia, Jonh Allan e Frances Kelling Allan. Isso lhe permitiu ter uma educação de qualidade, bem como fazer uma longa viagem pela Inglaterra, Escócia e Irlanda com os pais adotivos.
Regressou aos Estados Unidos em 1822 e continuou seus estudos sob a orientação dos melhores professores dessa época. Dois anos depois, entrou para a Universidade de Charlotesville, distinguindo-se tanto pela inteligência quanto pelo temperamento inquieto, que o levou a ser expulso da escola.
A seguir, verificou-se um período ainda pouco esclarecido na vida de Poe, no qual se registram viagens fora dos Estados Unidos. Retornou a seu país em 1829 e manifestou desejo de seguir a carreira militar. Foi admitido na célebre Academia de West Point, mas acabou expulso poucos meses depois por indisciplina.
Com a morte da mãe adotiva, John Allan voltou a casar-se, com uma mulher muito jovem que lhe deu dois filhos. Isso impediu que Poe se tornasse herdeiro da fortuna paterna e ele se afastou da casa do pai adotivo, deixando Richmond. Após um período de relativa dificuldade, prosperou vencendo simultaneamente os concursos de conto e poesia promovidos pela revista "Southern Literary Messager".
O fundador da publicação, Thomas White, convidou-o a dirigir a revista que rapidamente se impôs ao público. Durante dois anos, Poe esteve à frente do periódico, onde pôde exibir seu talento, que se manifestava num estilo novo, no conto e na poesia, bem como pelos artigos de crítica literária que revelavam seu rigor e sensibilidade estética.
Escritor bem-sucedido, Poe casou-se com Virginia Clemm. Entretanto, ao fim de dois anos, White cortou relações com o escritor, que já desenvolvera a doença do alcoolismo. Poe passou a produzir como "free-lancer", em grande quantidade, mas sem ganhar o suficiente para manter uma vida digna e saudável, o que o levou a afundar-se ainda mais na bebida.
A morte de sua mulher agravou o problema. Numa viagem a Nova York, para tratar de negócios, parou em Baltimore e hospedou-se numa taberna onde se distraiu durante horas bebendo com amigos. Era a noite de 6 de outubro de 1849. O escritor morreu na madrugada do dia 7, aos 40 anos.
Hoje Poe é um escritor estudado e cultuado em todo o Ocidente. Entre suas obras destacam-se: The Raven (O Corvo, poesia, 1845), Annabel Lee (poesia, 1849) e o volume Histórias Extraordinárias (1837), onde aparecem seus contos mais conhecidos, como "A Queda da Casa dos Usher", "O Gato Preto", "O Barril de Amontillado", "Manuscrito encontrado numa Garrafa", entre outros, considerados obras-primas do terror.
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Flip comemora dez anos

Em seu décimo aniversário, a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que será realizada de 4 a 8 de julho, homenageia o escritor mineiro Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), com a conferência de abertura — de Antonio Cicero e Silviano Santiago —, duas mesas na programação principal, a exposição “Faces de Drummond — O poeta e seu avesso” e a apresentação, na Casa da Cultura, da peça “Cartas de Maria Julieta e Carlos Drummond de Andrade”, de Sura Berditchevsky. Antes da conferência sobre Drummond, o escritor Luis Fernando Verissimo falará dos dez anos da Flip. Em seguida, haverá shows de Ciranda de Tarituba e Lenine.
Entre os novos nomes anunciados ontem estão o libanês Amin Maalouf, o colombiano Juan Gabriel Vásquez e o inglês Hanif Kureishi, um dos autores que já participaram da Flip e voltam a Paraty para celebrar os dez anos. Vencedora do Prêmio Pulitzer de ficção em 2011 por “A visita cruel do tempo”, Jennifer Egan vem ao Brasil pela primeira vez. A americana divide a mesa “Pelos olhos do outro”, às 12h do dia 7 de julho, com o inglês Ian McEwan, que também volta à Flip, onde lançará seu novo romance, “Serena”. Outros destaques estrangeiros são o americano Jonathan Franzen, autor de “Liberdade”, o francês J. M. Le Clézio, ganhador do Nobel de Literatura em 2008, e o poeta sírio Adonis. Também há muitos brasileiros que nunca participaram da Flip, como Rubens Figueiredo, Altair Martins, André de Leones, Carpinejar e João Anzanello Carrascoza.
A expectativa de público é de 25 mil pessoas, como em 2011. Inflação, mais investimento em equipe e mudanças para melhorar o fluxo de pessoas fizeram com que o orçamento aumentasse 23%, passando a R$ 7 milhões.

Os ingressos começam a ser vendidos dia 4 de junho no site www.ticketsforfun.com
As mesas na Tenda dos Autores custam R$ 40, e na Tenda do Telão e nos eventos na Casa da Cultura, R$ 10. O show de abertura é R$ 30.

Confira a programação da Tenda dos Autores:

Quarta-feira, 4 de julho 

19h: Abertura - "Flip, ano 10", com Luis Fernando Verissimo e a conferência "Drummond 110", com Antonio Cicero e Silviano Santiago.
21h: Show de abertura com Ciranda de Tarituba e Lenine. 

Quinta-feira, 5 de julho
10h: "Escritas da finitude", com Altair Martins, André de Leones e Carlos de Brito e Mello. Mediação de João Cezar de Castro Rocha.
11h45m: "A leitura no espaço público", com Silvia Castrillon e Alexandre Pimentel. Mediação de Écio Salles.
15h: "Apenas literatura", com Enrique Vila-Matas e Alejandro Zambra. Mediação de Paulo Roberto Pires.
17h15m: "Ficção e história", com Javier Cercas e Juan Gabriel Vásquez. Mediação de Ángel Gurría-Quintana.
19h30m: "Autoritarismo, passado e presente", com Luiz Eduardo Soares e Fernando Gabeira. Mediação de Zuenir Ventura.

Sexta-feira, 6 de julho
10h: "Drummond – O poeta moderno", com Antonio C. Secchin e Alcides Villaça. Mediação de Flávio Moura.
12h: "O mundo de Shakespeare", com Stephen Greenblatt e James Shapiro. Mediação de Cassiano Elek Machado.  
15h: "Exílio e flânerie", com Teju Cole e Paloma Vidal. Mediação de João Paulo Cuenca. 
17h15m: "Literatura e liberdade", com Adonis e Amin Maalouf. Mediação de Alexandra Lucas Coelho.
19h30m: Encontro com Jonathan Franzen. Mediação Ángel Gurría-Quintana.

Sábado, 7 de julho 
10h: "Cidade e democracia", com Richard Sennett e Roberto DaMatta. Mediação de Guilherme Wisnik.
12h: "Pelos olhos do outro", com Ian McEwan e Jennifer Egan. Mediação de Arthur Dapieve.
15h: "Em família", com Zuenir Ventura, Dulce Maria Cardoso e João Anzanello Carrascoza. Mediação de João Cezar de Castro Rocha.
17h15m: "O avesso da pátria", com Zoé Valdés e Dany Laferrière. Mediação de Alexandra Lucas Coelho.
19h30m: Encontro com J. M. G. Le Clézio. Mediação de Humberto Werneck.

Domingo, 8 de julho
10h: "Vidas em verso", com Jackie Kay e Fabrício Carpinejar. Mediação de João Paulo Cuenca.
11h45m: "A imaginação engajada", com Rubens Figueiredo e Francisco Dantas. Mediação de João Cezar de Castro Rocha.
14h30m: "Drummond – O poeta presente", com Armando Freitas Filho (em vídeo), Eucanaã Ferraz e Carlito Azevedo. Mediação de Flávio Moura.
16h30m: "Entre fronteiras", com Gary Shteyngart e Hanif Kureishi. Mediação de Ángel Gurría-Quintana.
18h15m: "Livro de cabeceira" – Convidados da Flip leem trechos de seus livros prediletos.
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Café Filosófico traz Luciana Ayer
Vamos comer comida?

“Pode parecer estranho uma pergunta como esta, mas chegamos a uma era em que um gesto tão simples e inato quanto o de alimentar-se virou sinônimo de angústias, dúvidas e confusões. Não há o que sofisticarmos com conceitos bioquímicos e fisiológicos complexos. Há que lembrarmos que comida é o que a natureza nos deu como um dos pilares de sustentação da nossa existência. E que nosso corpo, enquanto um ser vivo constituído de trilhões de células que usam como matéria prima as substâncias presentes nos alimentos, precisa de comida e não coisas comestíveis cheias de alegações duvidosas. Se focarmos na complexidade seremos capazes de achar que algo cheio de coisas sintéticas e que vem em uma embalagem colorida pode ser mais importante do que ingerir uma simples fruta. E assim vamos caindo na armadilha do consumismo, das ‘invenções de necessidades’, no conceito do ‘isso é fundamental para você’. Falamos em longevidade no mundo atual, porém, se não modificarmos agora o que estamos ingerindo e, principalmente, a forma como nossas crianças estão sendo alimentadas, talvez tenhamos que rever essa perspectiva”.
Luciana Ayer

Transmissão ao vivo a partir das 18h em www.cpflcultura.com.br/aovivo.


Data:  18 de maio
Horário: 19h
Classificação etária: 14 anos
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Choro de Bolso da Realejo

Há seis anos, perto das 18h, já é possível perceber o burburinho na Av. Marechal Deodoro, bem perto à Praça Independência. Público e artistas de todos os segmentos da região encontram-se para celebrar a cultura, a amizade e o início do fim de semana em frente à Livraria Realejo, onde ocorre o Choro de Bolso.
As canções são executadas por Marcos Canduta (violão) e Débora Gozzoli (flauta transversal). Eventualmente, a dupla ganha a companhia de algum músico convidado. Não é cobrado couvert artístico. Basta chegar e curtir. Muitas das vezes também há lançamento de livro junto ao encontro. 
Nesta mesma calçada em que se apresentam semanalmente os músicos, já tocaram em lançamentos e festas: André Abujamra (Karnak), Guca Domenico (Língua de Trapo), a banda de blues Descambo (com Fábio Brum, na guitarra), Jorge Mautner, Wandi Doratiotto, Madrigal Ars Viva, Mario Bortolotto e Cavalo de Praia, Mauro Hector e Theo Cancello, músicos da banda de rock Velhas Virgens, Edinho Godoy e José Luiz Barbosa, entre outros.


Serviço:


Choro de Bolso, com Marcos Canduta e Débora Gozzoli


Quando: Todas as sextas, a partir das 18h

Local: Calçada em frente à Livraria Realejo, Av. Marechal Deodoro, 2, Gonzaga, Santos - gratuito


Happy hour da Realejo aos sábados

Assim como o Choro de Bolso virou tradição as sextas, a happy hour da Realejo aos sábados ganha novos admiradores a cada semana. Além de proporcionar ao público boa música de forma gratuita, executada pela dupla Edinho Godoy e Theo Cancello, o evento celebra o encontro entre artistas de vários segmentos e a sociedade. No repertório, MPB, jazz e bossa. Basta chegar e curtir. É possível acompanhar as canções apreciando a dupla de sucesso: cerveja geladinha com amendoim, entre outros produtos a venda no Café Impresso, tais como salgados, cafés, cappuccinos, refrigerantes, sucos, trufas de chocolate, doces portugueses e, a exclusiva, cachaça Córrego da Onça. Muitas das vezes também há lançamento de livro junto ao encontro. 

Serviço:




MPB, jazz e bossa, com Edinho Godoy e Theo Cancello


Quando: Todos os sábados, a partir das 18h
Local: Calçada em frente à Livraria Realejo, Av. Marechal Deodoro, 2, Gonzaga, em Santos – gratuito


A Livraria Realejo funciona de segunda a sábado: das 9h às 21h.

Colaboração: André Azenha - Assessor de Imprensa  

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