quarta-feira, 23 de maio de 2012


Olá, hoje tem o final do conto Mistério nas obras da Comgás.
Você acredita que o Brasil é o País do emprego verde? Pesquisas recentes dizem que sim. Veja mais.
Quero entrar no teu sorriso, percorrer tuas emoções, sentir teus batimentos cardíacos... leia mais a poesia “No teu Sorriso”, do escritor e poeta Marcos Henrique Martins, autor do livro “O Lado Avesso”.
Finalizando, deixo um pensamento: Serenidade.
“Não perca sua serenidade! Quando a irritação nos move, a saúde se descontrola, os órgãos se perturbam e sofremos terrivelmente. Se o amigo o traiu, se sua parenta inventou uma calúnia, se aquele a quem você ajudou cometeu uma injustiça, uma ingratidão, perdoe! São pessoas enfermas: tenha pena delas. Mas você, não perca sua serenidade, não dê a entender que foi atingido!”.
Bem, por hoje é só, mas amanhã tem mais notícias.
Um grande beijo à você, leitor do Histórias Fantásticas.
Miriam

Conto
Mistério nas obras da Comgás
Continuação – parte final

...
— Ei pessoal, acho que encontrei alguma coisa, — disse o engenheiro —, que bateu com uma pequena pá numa parede. — Preciso de mais luzes aqui, — gritou o homem.
Quando ele atacou com mais força percebeu que a parede era fina e que poderíamos quebrá-la facilmente. Com muito esforço e espremendo-se em nós um dos funcionários passou a frente da fila e começou a derrubar a parede, que em poucos minutos foi ao chão. Baixada a poeira, pudemos realmente ver o que havia por trás.
Entramos numa sala e sob as luzes das lanternas avistamos vários objetos empoeirados que pareciam antigos; esquecidos num quarto totalmente vedado e cheirando a mofo.
Porém, senti uma energia absurdamente forte no local e meu relógio parou de funcionar, assim como os dos demais da expedição. À penetração do clarão de nossas lanternas o local foi tomando forma e os objetos ganhando vida. A cada utensílio que brilhava, sussurros ecoavam no ambiente que se tornara sombrio. Ouviu-se um grito.
Um dos funcionários, clamando por Deus, saiu pelo túnel afora batendo nas paredes até desfalecer-se. Eu tremia da cabeça aos pés.
De repente um a um dos cálices prateados, athames ou adagas com cabos pretos, bastões, pentáculos, uns de madeira, outros de argila e de metal e espadas, arrumavam-se, sozinhos, voando pela sala.
Nisso um caldeirão preto todo de ferro que minutos atrás estava empoeirado, deslizou, cintilante, e tomou  lugar ao centro. Ao lado dele pentagramas, talismãs, espelhos e demais utensílios do tipo foram decorando o quarto. O local mudou de cenário. Agora estava completamente iluminado e limpo. As paredes tornaram-se vermelhas e pudemos ver símbolos desenhados nelas. No chão, um círculo formou-se parecendo aguardar por alguém... Tanto os homens como eu, boquiabertos, não conseguíamos sair do lugar.
De repente o outro operário que estava desorientado, tirou de dentro de uma caixa de madeira um livro velho e sujo.
—Não mexa em nada, deixa isso aí! — Gritou o engenheiro desesperado. Porém, de nada adiantou, pois ao tocar no livro o homem desfigurou-se por completo e seus cabelos cresceram até a altura dos ombros. Num piscar de olhos, o rapaz estava vestido com uma túnica preta.
Nisso ele caminhou lentamente até onde estavam os objetos e ficou bem no meio deles, como se estivesse em um altar. Já o livro em suas mãos tornara-se novo. Era negro e com letras douradas: Book Of Shadows.
A sala aguardava algum tipo de ritual. O pobre operário também...
Começaram-se as badaladas do sino da igreja que estava acima de nossas cabeças. Era o ... sinal para ele iniciar...
O jovem então se virou em nossa direção e com olhos hipnotizantes, abriu o livro e começou a pronunciar palavras em Inglês.
As luzes da sala começaram a piscar e vultos passaram por nós e foram se aproximando do círculo. Dentro deste, eles assumiram formas humanas. Eram três homens e duas mulheres, todos de branco. Quando eles viraram seus rostos para nós, o historiador não aguentou e caiu desfalecido ao chão; tivera um ataque.
O ritual estava parado e notamos que ainda faltava algo ou alguém. O operário que agora era um deles e conduzia a cerimônia fez um sinal com o bastão em minha direção. Descobri que eu deveria participar. Não sei como não desmaiei quando meus pés começaram a mover-se em direção do círculo. Eu os fincava no chão, o arqueólogo e o engenheiro seguravam meus braços, mas o que me puxava tinha uma força sobrenatural. Quando dei por mim, estava junto deles. Com calafrios e zonza cerrei meus olhos para não ver os rostos das aparições. Com muita calma e suavidade, eles me deram as mãos e ficamos em círculo, que agora estava completo.
De repente a sala começou a ventar fortemente. O vento, que vinha do túnel cresceu em tamanha proporção que o quarto não aguentou a violenta vibração e começou a desmoronar. As criaturas não me largavam.
Vigas, areia e tijolos despencavam. O arqueólogo tentou correr para o túnel, mas este desmoronou e ele ficou soterrado. O engenheiro pegou um pedaço de pau e conseguiu atingir os seres, desfazendo assim o círculo. Caí no chão e antes de desfalecer, ouvi bem de longe o chefe gritar meu nome, depois, apaguei...
...
Três meses depois a jovem estudante de Arqueologia retorna para sua casa. Ela acha estranho ninguém ter ido buscá-la e quando entrou em casa, viu que o apartamento estava vazio.
— Nossa, o que houve? Onde estão os móveis? — Sem entender, a moça caminha pelo apartamento perguntando a si mesma se não havia entrado na casa de algum vizinho.
Andando em direção à janela da sala, vê jogado ao chão um jornal.
— Quais serão as novidades? O jornal me parece velho, está sujo. — Pensava ela.
A moça, estupefata, tenta se amparar ao ler o que estava escrito!
A manchete anunciava a misteriosa morte de seis pessoas que ficaram soterradas no porão da capelinha dos ingleses. A polícia, no entanto, não encontrou mais nada no local.
A estudante se amparou na parede e começou a recordar aquele terrível episódio, lembrando-se de um a um dos profissionais que estavam com ela.
A cada pensamento de um deles, a pessoa desaparecia e assim ela foi recordando todos que estavam no túnel. Quando chegou sua vez, lágrimas desceram de seus olhos e em seu coração, a lembrança da amada mãe sorrindo para ela antes do acontecimento.
Nisso, o jornal vai ao chão planando até cair onde estava.
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Brasil: o País do emprego ‘verde’?

Uma pesquisa divulgada recentemente pela Associação Brasileira dos Profissionais de Sustentabilidade revelou que 26% das empresas que operam no País pretendem aumentar seu quadro de funcionários na área ainda neste ano.
O mercado atualmente não busca apenas profissionais ligados diretamente ao setor “verde”, como os que trabalham com reciclagem, engenheiros ambientais ou geólogos. Agora, advogados, administradores, jornalistas e publicitários, por exemplo, que são especializados na questão da sustentabilidade, também estão na mira das empresas.
Ainda há no País uma escassez de mão de obra qualificada especializada em meio ambiente. Mas o contingente de funcionários trabalhando especificamente nessa área vem crescendo.

Três milhões de empregos ‘verdes’

Em entrevista ao jornal O Globo, o diretor do Departamento de Criação de Empregos e Empresas Sustentáveis da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Peter Poschen, disse que há atualmente cerca de 3 milhões de empregos “verdes” no Brasil — apenas 6,6% do total de postos de trabalho formais.
Os empregos “verdes”, entretanto, já crescem mais rápido do que os demais, ressalta Poschen. Entre 2006 e 2010 houve uma alta de 26,73% na oferta de empregos “verdes” no Brasil, e de 25,35% no total de vagas formais.
Susana Feichas, coordenadora do MBA em gestão do ambiente e sustentabilidade da FGV (Fundação Getúlio Vargas), disse também em entrevista ao jornal O Globo que “o mundo empresarial percebeu que gerir com foco em gestão do ambiente e responsabilidade social dá retorno, seja financeiro, de fidelização de clientes e de imagem”.

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No teu Sorriso
Marcos Henrique Martins

Quero entrar no teu sorriso, percorrer tuas emoções, sentir teus batimentos cardíacos: Tum, tum, tum, tum, tum, tum.
Quero seguir teu espírito livre e lindo. Translucido. Indolor. Ver de dentro de teus olhos o infinito, terno, mágico, sul real, solidão que conforta.
Quando me volto para dentro, dentro de mim, posso sentir o sangue por minhas veias a esquentar meu corpo d’água e, todo o mínimo se torna o máximo do eterno, do estante que me fiz para mim. O tempo para e, posso ver tudo, de tudo com uma calma que só os clérigos têm – Como se santos não fossem homens e sim querubins nus, a nos rir.
Percorro os esmaltes de teus dentes, brancos, perfeitos, um mar de civilidade. Na branquidão de teus dentes, me perco num horizonte suave, misto de esperança e dúvida. Uma dúvida esperançosa, daquelas esperanças de garoto. Tempos bons. Tempo bom.
Quando a mãe, sempre presente, me indagava: - Já escovou os dentes? – Eu respondia com um riso.  Os risos estão escassos. Sorrisos, vemos aos montes, mas risos... Risos de anjos, estes, quase não se faz nascer.
Quando entrei em teu riso, pude ver, pude voltar a me reconhecer como homem, mas os olhos de menino que rir, a cada alvorecer.
  
Conheça mais sobre o escritor e poeta, autor do livro “O Lado Avesso”, acesse:




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