terça-feira, 24 de abril de 2012


Olá, hoje compartilho com vocês dois concursos de contos que estão em vigência, das editoras, Terracota e Corujito. Dá uma espiada e veja como participar.
Também pela editora Terracota, acontece a Oficina a Arte do Ensaio - O ensaio é um gênero híbrido, que habita entre o filosófico e o poético. Quem ministra o curso é Cláudia Maria de Vasconcellos. 
Finalizando, tem um texto interessante sobre A Terceira Revolução Industrial: Uma série de tecnologias notáveis está convergindo: software inteligente, novos materiais, robôs mais ágeis, novos processos (em especial a impressão tridimensional) e toda uma gama de serviços baseados na web. Leia mais.
Bem, acho que por hoje é só. Gostaram dos assuntos?
Amanhã tem mais. Aguardo vocês. 
Beijo grande,
Miriam


CONCURSOS DE CONTOS

Concurso Literário Caminhos do Fantástico


A Terracota editora e a organização do Fantasticon promovem o Concurso Literário Caminhos do Fantástico, edição 2012.
O objetivo é selecionar narrativas em língua portuguesa que contemplem a literatura fantástica: fantasia, ficção científica e horror. Os textos selecionados serão agrupados em uma coletânea que será publicada durante o VI Fantasticon, em setembro de 2012.
Com isso, pretende-se criar um panorama anual da literatura fantástica nacional, com exemplos do que está sendo produzido pelo país, por autores já conhecidos e inéditos.
Então baixe a Ficha de Inscrição aqui.
E a Declaração de Autoria aqui.


Antologia Última parada: Sessão Terror 2

Sinopse:

Última parada: Sessão Terror 2 - Histórias de terror ou de acontecimentos sobrenaturais extremamente sangrentos: 
Monstros,Vampiros,Lobisomens,Criaturas das 
trevas,Zumbis Mutantes e tudo que sua mente fértil pode pensar...
O terror sempre esteve presente nas diversas culturas humanas: da Odisséia a Dom Quixote, de O Exorcista a Harry Potter, aquilo que escapa à explicação racional, ao mundo real, parece sempre ter fascinado o ser humano. Histórias transmitidas oralmente de geração para geração, lendas, fábulas, “causos”, contos: o que não podemos explicar também pode nos atrair (e nos explicar, em certa medida). Verdade ou mentira, real ou irreal, não se sabe ao certo; fato é que o mistério, a incerteza, a hesitação e o caráter espetacular de algumas histórias nos prendem, seja para ouvi-las, seja para lê-las.

Sobre a seleção

Editor: Eddy Khaos
Editora: Corujito
Formato: E-Book
Distribuição: gratuita
Organizador: Eddy Khaos
Prefácio: Rochett Tavares


Autores Convidados: Andy Azous & Gabriel Valeriolete Bandeira Dário

Os contos devem ser enviados para:
Assunto: Antologia-Última parada: Sessão Terror 2

•Tamanho do conto: entre 10.000 e 30.000 caracteres, contanto os espaços. Serão selecionados até 20 textos.
•Pedimos atenção em relação à temática. Contos fora do tema proposto serão descartados. Em caso de dúvida, consulte o organizador pelo mesmo e-mail com o assunto: DÚVIDA /Antologia-Última parada: Sessão Terror 2.
•Serão aceitos contos inéditos e de publicação digital, exceto contos já publicados em meio impresso.
•Prazo final de envio dos contos 30/junho /2012
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Oficina A Arte do Ensaio

O ensaio é um gênero híbrido, que habita entre o filosófico e o poético. Praticado por grandes nomes do pensamento universal, é marcadamente autoral, um exercício de reflexão cuja importância está menos no assunto tratado do que na maneira como este assunto é tratado.
Tendo como base essa perspectiva, a oficina ministrada por Cláudia Maria de Vasconcellos propõe a prática do gênero a partir da leitura e comentário de ensaios de Michel de Montaigne, Juliano Garcia Pessanha, Jean Starobinski, Cynthia Ozick, Umberto Eco, William Hazlitt, Virgina Woolf, entre outros.
Mesmo centrada no ensaio, a oficina permitirá que os participantes exercitem sua voz autoral — válida para qualquer gênero textual.
Como resultado da oficina, será publicada uma coletânea com os ensaios dos participantes, em torno do mesmo tema, pela Terracota editora.

Vagas disponíveis: 18
Quando: 2 meses, 8 encontros: 10, 17, 24, 31 de maio; 7, 14, 21, 28 de junho.
Horário: Quintas-feiras, das 19h30 às 22h30.
Onde: Espaço Terracota – Av. Lins de Vasconcelos, 1886 – Vila Mariana.
Inscrições e Informações: Clique aqui.
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A terceira revolução industrial

A primeira revolução industrial começou na Inglaterra no final do século XVIII, com a mecanização da indústria têxtil. Tarefas feitas anteriormente a mão em centenas de ateliês foram reunidas em um único espaço, e a fábrica nasceu. A segunda revolução industrial veio no início do século XX, quando Henry Ford dominou a linha de montagem móvel e inaugurou a era da produção em massa. As duas primeiras revoluções industriais tornaram as pessoas mais ricas e mais urbanas. Agora, uma terceira revolução está em curso. A manufatura está migrando para o campo digital. E isso pode mudar não apenas os negócios, mas muitas outras coisas mais.
Uma série de tecnologias notáveis está convergindo: software inteligente, novos materiais, robôs mais ágeis, novos processos (em especial a impressão tridimensional) e toda uma gama de serviços baseados na web.
A velha maneira de fazer as coisas envolvia várias peças que deveriam ser aparafusadas ou soldadas. Agora, um produto pode ser projetado em um computador e “impresso” em uma impressora 3D, que cria um objeto sólido através da construção de camadas sucessivas de material. O design digital pode ser ajustado com alguns cliques. A impressora 3D pode funcionar de maneira autônoma, e pode fazer muitas coisas que são complexas demais para as fábricas tradicionais. Com o tempo, essas máquinas incríveis podem se tornar capazes de fazer quase qualquer coisa, em qualquer lugar – desde a sua garagem até uma aldeia africana.
As aplicações da impressão 3D são especialmente complexas. Atualmente, aparelhos auditivos e partes de jatos militares de alta tecnologia estão sendo impressos em formatos personalizados. A geografia das cadeias de abastecimento irá mudar. Um engenheiro que trabalha no meio de um deserto que carece de uma determinada ferramenta não tem mais que esperar que ela seja entregue da cidade mais próxima. Ele pode simplesmente baixar o projeto e imprimi-lo. Os dias em que os projetos eram paralisados por falta de peças, ou que os clientes reclamavam que não podiam mais encontrar peças de reposição para as coisas que tinham comprado, estão prestes a se tornar lembranças esquisitas do passado.
Outras mudanças são quase tão importantes. Novos materiais são mais leves, mais fortes e mais duráveis do que os antigos. A fibra de carbono está substituindo o aço e o alumínio em produtos que vão desde aviões até bicicletas. Novas técnicas permitem que engenheiros moldem objetos minúsculos. A nanotecnologia está dando recursos avançados aos produtos, tais como ataduras que ajudam a curar cortes, motores que funcionam de forma mais eficiente, e pratos que são limpos com mais facilidade. Vírus geneticamente modificados estão sendo desenvolvidos para produzir itens como baterias. E com a internet permitindo que designers colaborem cada vez mais em novos produtos, as barreiras à entrada estão caindo. A Ford precisou de muito capital para construir sua fábrica gigantesca; o seu equivalente moderno pode começar com pouco mais que um laptop e uma sede pela invenção.
A revolução irá afetar não apenas a maneira como as coisas são feitas, mas também onde elas são produzidas. Fábricas costumavam se deslocar para países de baixos salários para reduzir custos trabalhistas. Mas os custos trabalhistas estão se tornando cada vez menos importantes: um iPad de US$ 499 inclui apenas cerca de US$33 de trabalho manufatureiro, do qual a montagem final na China foi responsável por apenas US$ 8. A produção offshore está voltando cada vez mais para os países ricos, não porque os salários chineses estão subindo, mas porque as empresas agora querem estar mais perto de seus clientes, para que eles possam responder mais rapidamente às mudanças na demanda. E alguns produtos são tão sofisticados que se torna vantajoso ter as pessoas que os concebem e as pessoas que os produzem no mesmo lugar. O Boston Consulting Group estima que, em áreas como os transportes, computadores, produtos metalúrgicos e máquinas, um número entre 10 e 30% dos bens que os Estados Unidos importam da China poderiam ser produzidos no país até 2020, aumentando a produção norte-americana em até US$ 55 bilhões anuais.  




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