quinta-feira, 26 de abril de 2012

Olá, a semana enfim, está chegando ao fim.
Reservei mais um dia para colocar mais algumas novidades.
Dividido entre uma princesa pura, leal e sofredora e uma mulher independente, forte e fogosa, Dom Pedro I viveu, paralelamente às convulsões que tornariam o Brasil independente de Portugal, uma vida pessoal igualmente complicada. Em conflito entre a carne e o sangue – o seu desejo e as obrigações com a família que o obrigavam a se casar com mulheres de sangue real – o Imperador do Brasil conduziu sua vida afetiva com o mesmo fervor com que conduziu o país à independência de sua metrópole...  O livro é emocionante, leia mais sobre o assunto.
Vem aí, Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge, estreia dia 27 de julho deste ano, confira.
Se você gosta de jazz, não pode perder o Santos Jazz Festival, que acontece de 14 a 17 de junho.
Finalizando, uma linda poesia no Cantinho da Poesia.
Tem fotos novas e conto novo, veja lá nas PÁGINAS (acima, perto da foto do blog). 
Frase de hoje: “o valor da conquista, muitas vezes, está mais na alegria de ter lutado, que na glória do triunfo conquistado”.
O que você achou das postagens? Dê sua opinião, ou até melhor, sugira um assunto, participe.
Beijo grande, Miriam.


Livro
‘A carne e o sangue’

A historiadora Mary Del Priore lançou o livro “A carne e o sangue” publicado pela Editora Rocco, 272 páginas, R$34,50. Com uma narrativa envolvente descreve o famoso triângulo amoroso formado pelo primeiro imperador do Brasil, Dom Pedro I, sua esposa melancólica e conservadora, a arquiduquesa Maria Leopoldina da Áustria, e a amante paulista, Domitila de Castro Canto e Melo, uma jovem bela, esbelta e livre que não poluía o prazer com escrúpulos e orações.

Priore pesquisou uma extensa documentação, em grande parte inédita, em especial no arquivo do Museu Imperial de Petrópolis, para contar uma história ao mesmo tempo amorosa e política, que influiu no destino de uma nação. O sofrimento de Leopoldina com as aventuras extraconjugais do marido antecede o encontro de D. Pedro I com Domitila (ou Titília, como ele a chamava), que mais tarde receberia o título de marquesa Santos do imperador, mas dessa vez ele apaixonou-se perdidamente pela amante e em sua casa libertava-se da monotonia da corte austera da imperatriz Leopoldina.

No livro Cartas de D. Pedro I à marquesa de Santos editado em 1984 pela Nova Fronteira, sob a coordenação do Arquivo Nacional, as cartas que ele assinava às vezes como O Demonão ou Fogo Foguinho, no ardor apaixonado de certas expressões como “vou ser seu mico”, apressado e cheio de desejo de “ir ao cofre”, algumas citadas em A carne e o sangue, mostram o imperador em sua intimidade, sem as pompas protocolares da corte; um homem apaixonado como qualquer outro, com ciúmes da mulher amada. Em uma carta à marquesa de Santos de 4 de maio de 1824 ele escreveu: “Eu sou imperador, mas não me ensoberbeço com isso, pois sei que sou um homem como os mais, sujeito a vícios e a virtudes como todos o são.”
D. Pedro incentivava a presença da marquesa e dos filhos bastardos nos compromissos da corte. Essa presença constante foi, de acordo com Mary, um dos motivos da doença de Leopoldina. Em dezembro de 1826, após a morte da imperatriz, o tumulto instalou-se na cidade. A opinião pública diante do sofrimento e humilhação de Leopoldina e os murmúrios e calúnias contra a marquesa de Santos, que desgastaram sua relação com o imperador, foram decisivos para o retorno de Domitila a São Paulo. Além disso, foi uma condição imprescindível para seu casamento com a princesa Amélia de Leuchtenberg, a futura imperatriz. Ainda segundo Mary, o retorno de D. Pedro a Portugal em 1831 foi influenciado, entre outros fatos, pelo declínio da imagem pública dele.
No triângulo feito de carne e sangue a imperatriz Leopoldina viveu seu destino com estoicismo. D. Pedro esqueceu sua paixão feita de desejo impetuoso, feitiço e egoísmo. A Domitila restaram as lembranças de um amor que tanto escandalizou sua época.
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Cinema

Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge


Todo herói tem sua jornada. Toda viagem tem seu fim. Christopher Nolan retorna para completar a trilogia épica de Gotham, iniciada em Batman Begins, que atingiu a estratosfera com o blockbuster de bilhões de dólares, O Cavaleiro das Trevas.

Batman está com sua reputação abalada e é agora um foragido da lei, perseguido pelo seu próprio amigo Comissário Gordon, por conta do assassinato de Harvey Dent. Ele deve lidar com a chegada repentina do novo vilão Bane, que promove a destruição e o caos sobre Gotham City, e tocar em velhas feridas com a enigmática Selina Kyle, antes que sua cidade esteja perdida para sempre.

Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge estreia em 27 de julho de 2012.


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Litoral Paulista

Santos Jazz Festival


Está no ar o site do Santos Jazz Festival
(www.santosjazzfestival.com.br), lançado na noite de segunda-feira (23) em encontro que reuniu alguns dos principais nomes da música na região, a exemplo de Mauro Hector, Kika Willkox, Babi Mendes, Theo Cancello, e a presença surpresa da cantora paulistana Izzy Gordon.
 
De 14 17 de junho será realizado o primeiro grande evento do gênero no litoral paulista. Hermeto Pascoal é o patrono. No show de abertura, o compositor e arranjador apresenta uma canção inédita, feita especialmente para a ocasião, chamada “Do Brasil Para o Mundo”, que tem cerca de 20 minutos. Durante os quatro dias, o público poderá, além dos concertos, participar de oficinas.

Profissionais de relevante atuação no ramo cultural da região comentaram o lançamento do festival:
  
Sobre o festival:

São quatro dias de shows, 40 horas de música e cerca de 200 músicos envolvidos. Estão programados workshops com Hermeto Pascoal, Michel Leme, Luis do Monte e Mauro Hector. 

Toda a programação, gratuita, e que inclui André Christovam, Heraldo do Monte, Delicatessen, Yamandu Costa, Filó Machado, Roberto Sion, Arismar Espírito Santo, entre outras feras musicais, acontecerá em ruas e boulevares do Centro Histórico do município, confira a programação no site do evento, disponível no início do texto.  
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CANTINHO DA POESIA

Amor Proibido
Mirian Marclay Lemos Melo

E aquele desejo queimava a face, vertia fogo
Teu rogo sem disfarce esse sonhar ímprobo!
Escrevia-se em mim sem pudor o lamento tolo
De querer o corpo proscrito no meu corpo aflito!


Sabia-se posse da volúpia que rompia

Em néctar de rosas a sofreguidão vertia

Mesclou-se ao torpor em doses desmedidas
Insanamente ostentava-me sua preferida.



Queria-me sem que pudesse ser

Amava-me sem que pudesse ter

Partia-me infinitamente sem sentido!



Louvava-me em fúria de saber-se

Meu sem que desvelasse-me o prazer

De ser...deliciosamente...proibido!



Um comentário:

Mirian Marclay Melo disse...

Querida Miriam

Saiba de todo meu coração que pulsa em versos o quanto sou grata a energia universal que rege o cosmos pela tua amizade! Que teu dia seja vigoroso na mesma dimensão e intensidade dessa tua esplendorosa alma! Bj no coração! Mi