quarta-feira, 14 de março de 2012

Que o dia seja bom para todos.
Quero compartilhar com vocês que têm visitado esse meu espaço cultural, criado em 25/2, e que já tem mais de mil visitas. Obrigada pelo carinho.
Hoje é o Dia Nacional da Poesia, parabéns a todos os poetas.
Em comemoração à data, deixo aqui quatro poemas, três são de autores que estão fazendo a diferença no Facebook e um do Simbolista Cruz e Sousa.
Para não deixar de ser, segue o miniconto “Caixinha de música”, um presente muito especial...
Espero que gostem.
Abraços e até amanhã,
Miriam


Miniconto
Caixinha de música
Na festa de regresso de seu tio, um rico empresário paulistano, que estivera seis meses na Europa, Marcella ganhara de presente uma linda caixinha de música da Inglaterra, toda enfeitada com fios de ouro.
Ao som da caixinha a bailarina se destacava dançando graciosamente hipnotizando os olhos de Marcella e sugando a sua energia.
Agora ela mesma tocava sozinha e a bailarina criara vida própria e seus passos eram feitos fora da caixa.
Marcella cada vez mais fraca não tinha como evitar tudo aquilo principalmente a força maligna da bailarina. Certa noite a moça escutou a música e sentiu a dançarina sobre ela dominando o seu ser e entrando em seu corpo.
— Estou presa, não consigo me mexer. Pensou Marcella ao acordar depois do terrível acontecido com a bailarina na noite anterior e aos poucos, foi percebendo que se tornara ela, a sua forma e estava dentro da caixinha.
...
— Não! O grito de Marcella ecoou somente em sua mente, pois ninguém poderia ouvi-la. Se debatendo, Marcella acordou. Suada notou que fora um pesadelo.
Desceu rapidamente as escadas de sua casa com a caixinha de música e jogou no lixo o lindo presente do tio, ainda aterrorizada pelo que aconteceu.
Respirou aliviada, pois o caminhão do lixo estava para passar e assim a caixinha iria embora para sempre.
...
Tentava descansar quando acordou com um barulho vindo da rua. Olhou pela janela e viu uma menininha rasgando o saco de lixo.
Nas mãos da pobre criança, viu reluzente a caixinha de música...   

---------------------------------------
Hoje é o Dia Nacional da Poesia

A poesia como uma forma de arte pode ser anterior à escrita. Muitas obras antigas, desde os vedas indianos (1700-1200 a.C.) e os Gathas de Zoroastro (1200-900 a.C.), até a Odisseia (800 - 675 a.C.), parecem ter sido compostas em forma poética para ajudar a memorização e a transmissão oral nas sociedades pré-históricas e antigas. 
A poesia aparece entre os primeiros registros da maioria das culturas letradas, com fragmentos poéticos encontrados em antigos monolitos, pedras rúnicas e estelas.

O poema épico mais antigo sobrevivente é a Epopeia de Gilgamesh, originado no terceiro milênio a.C. na Suméria (na Mesopotâmia, atual Iraque), que foi escrito em escrita cuneiforme em tabletes de argila e, posteriormente, papiro.

Outras antigas poesias épicas incluem os épicos gregos Ilíada e Odisseia, os livros iranianos antigos Gathas Avesta e Yasna, o épico nacional romano Eneida, de Virgílio, e os épicos indianos Ramayana e Mahabharata.

Wisława Szymborska (foto) de 1923 a 2012,  que recebeu o Prêmio Nobel de Literatura de 1996, foi umas das poetas mais conhecidas do mundo.


POESIAS

Carta de amor 
Mirian Marclay


É na solidão do teu quarto que te amo.
Ainda que a distância demore séculos.
Dá-me um pouco de ti que farei eterno.
Esquece a vida lá fora-a brisa sopra e
Vai embora, o fogo arde, a terra suporta
É meu ser que exorta esse querer.
 
Quando aquilo que tu escreves leio
Intensificam-se mares de amor neste seio
E os males de amar são levados para
Além mar.
 
O torpor ainda invade o corpo inteiro...
Pouco importa o que faço sou pedaço
Esplêndida parte minha onde andarás?
Já te pressinto aqui junto de mim
Quando o amor não tardará!



========================
Luz Brilhante‏
Neuza Rodrigues Ferreira

Hoje acordei com o sol,
Brilhando na janela do meu quarto,
Como dizer-me Olá!
As árvores estão dançando com o vento da manha,
As flores são bright cantando uma canção bonita,
Eu sinto saudade de uma xícara de café ou chá,
Caminho para o mundo que acordou antes de mim,
Não quero perder um dia tão lindo como o de hoje,
Devo ir andando?
Não devo estar atrasado?
Para ir ver meu amor,
É tão emocionante,
Eu comecei a cantar uma canção tola linda,
Eu me sinto tão feliz como as flores brilhantes,
Elas parecem dizer-me ó você é tão linda,
Eu estou indo para o mar,
Na praia com um pouco de chá e,
Talvez alguns cookies,
Só para você e para mim.


========================
Renascimentos
Jandira Zanchi

Tenho , em mim, uma roseira de frutos doces e amaciados
de manhãs inertes - celebrados sem artifícios ou colorações –
poderiam ser encontrados em dias de pouca luz daqueles
esquecidos nos poentes de mármores vazios quase ao desalento
ricos de madeixas escuras e perfumes de cristal,
tão idôneos em sua ligeireza que entre eles se descobre a água
como um metal de cheiro e calor em seu leito de alvorada.

Foram renascimentos e escutas de uma eternidade vazia
quase opaca na retidão de suas fronteiras, muita saída a sal
e nuvens, circunspecta no eixo maciço da navegação
em terra fria – mesuras e ciência do cotidiano – pássaros e
sombras, fusos e rocas de sabedoria quase vergando da alma
a sombra de sua pedra angular de finitude.

Foram nesses estremecimentos de ventos e voltas que estendi
cem contas de fadas e fóruns, uns discursos de meio tempo
regados ao líquido e à nata por ali estremecidos dos corredores
das estrelas e da parcimônia das vantagens do esplendor da vida

a luta da subsistência estiagem verde e marinha em beijos
salinas versos que se criam monásticos elásticos
prenhes do desejo branco da liberdade

quando ainda não havia o tempo, o fio e o medo

só essa valente sina de semáforos e luzes
aspirando o anjo em seu pouso branco

outono dedilha sua ventura na laje e no apego.


Acesse: https://www.facebook.com/groups/musa.mulher.poeta/316227665099288/

====================
DEUSA SERENA
CRUZ E SOUSA

Espiritualizante Formosura
Gerada nas Estrelas impassíveis,
Deusa de formas bíblicas, flexíveis,
Dos eflúvios da graça e da ternura.

Açucena dos vales da Escritura,
Da alvura das magnólias marcessíveis,
Branca Via-Láctea das indefiníveis
Brancuras, fonte da imortal brancura.

Não veio, é certo, dos pauis da terra
Tanta beleza que o teu corpo encerra,
Tanta luz de luar e paz saudosa...

Vem das constelações, do Azul do Oriente,
Para triunfar maravilhosamente
Da beleza mortal e dolorosa!

Nenhum comentário: