segunda-feira, 12 de março de 2012

Olá meus amigos, semana começando e temos muito trabalho pela frente. Nada de desânimo, pois sexta-feira logo chegará.
Para hoje, deixo o miniconto “O Transplante”. O tema ainda é obscuro para alguns e bem aceito por outros. Porém, na história, muita coisa pode acontecer por causa de um transplante...
Para quem gosta de cinema e de meio ambiente não pode perder a 1ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental. Serão exibidos mais de 40 filmes. Leia mais.
Hoje à noite, na TV Cultura, tem entrevista com a antropóloga Carmen Sylvia Junqueira, sobre o Tempo antropológico e o mito fundador.
Finalizando, tem poesia de Rakel Vianna no Cantinho da Poesia. 
Espero que gostem.
Um grande beijo e até amanhã.
Miriam


Miniconto
O Transplante


Confusão na Avenida Paulista, trânsito parado, policiais correndo, pessoas se escondendo, gritaria, tiros, sangue um marginal morto e um gravemente ferido foram levados ao hospital rapidamente. Os outros três ladrões foram presos e a refém nada sofreu.
No hospital, a esposa do tenente da polícia, que lutava há meses para encontrar um doador, aguardava em estado crítico, e poderia morrer de uma hora para outra. Recém chegado à clínica, o assaltante não resistiu e morreu. O médico viu a possibilidade e não hesitou em preparar a sala de cirurgia, levar o ladrão morto e preparar sua cliente. Tudo pronto, a operação começou.
Foi um sucesso.
No primeiro dia de visita na UTI, a expectativa de ver a esposa. Ao chegar ao leito, a equipe médica estava feliz porque o corpo da paciente não rejeitou o órgão transplantado. Ele se aproximou da cama e beijou a mulher.
Os sentimentos dela ficaram alterados com a presença do marido. O médico acalmou a cliente deixando-a sedada por algumas horas.
O marido retornou na próxima visita.
Ao entrar, ela se surpreende ao vê-lo. O coração dispara e as cenas na avenida, lentamente, recomeçam...
Ela encara o marido. Tem ódio em seu olhar.

Número de transplantes mais que dobra em dez anos



O Brasil atingiu a marca de 23.397 transplantes em 2011, um novo recorde no setor. Em uma década, o País mais que dobrou o número de cirurgias – o aumento foi de 124% em relação a 2001, quando foram realizados 10.428 procedimentos. Acompanha este crescimento o número de doações de órgãos. Foram registradas 2.207 doações no ano passado, um avanço de 16,4% em um ano – a maior variação em quatro anos. 

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1ª Mostra Ecofalante de 
Cinema Ambiental 

Com uma programação audiovisual que terá o meio ambiente como protagonista, a cidade de São Paulo recebe entre os dias 15 e 22 de março a 1ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental. Serão exibidos mais de 40 filmes entre longas, médias e curtas-metragens, ficção e documentário e, ainda, a realização de debates com convidados internacionais.

Com entrada gratuita, a Mostra será exibida em três salas de cinemas: Cine Sabesp (Rua Fradique Coutinho, 361), Cine Livraria Cultura (Avenida Paulista, 2073) e no Museu da Imagem e do Som – MIS (Avenida Europa, 158).

A programação será guiada pelos seguintes eixos temáticos: Ativismo, Povos e Lugares, Consumo, Energia, Água e Mudanças Climáticas. Além deles, haverá ainda um Panorama Histórico, uma Mostra Infantil e um debate a partir de cada um desses assuntos que pretendem reunir especialistas e realizadores para uma discussão com o público.


Acesse a programação:


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Tempo antropológico e 

mito fundador 

Carmen Sylvia Junqueira

O Invenção do Contemporâneo vai ao ar na TV Cultura às 0h45 de segunda para terça-feira.
http://www.cpflcultura.com.br/site/2012/02/23/tempo-antropologico-e-mito-fundador-%e2%80%93-carmen-sylvia-junqueira-2/



Carmen Sylvia Junqueira

Carmen Sylvia de Alvarenga Junqueira é antropóloga e professora brasileira.
Graduada em Ciências Políticas e Sociais (1959) pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo, obteve o doutorado em Ciências Sociais (1967) pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), por sua tese sobre Os Kamaiurá e o Parque Nacional do Xingu, sob a orientação do professor Fernando Altenfelder Silva.
Especializou-se em etnologia e mitologia índigena e, desde 1965, tem realizado importantes estudos de campo sobre as sociedades indígenas do Brasil, tendo trabalhado com os kamaiurá, no Parque Indígena do Xingu, e com os cinta larga, no Parque Indígena do Aripuanã, ambos em Mato Grosso.
Participou da avaliação de projetos governamentais que envolviam grupos indígenas de Rondônia, Mato Grosso, Acre e Amazonas. Também realizou levantamentos básicos entre os kaingang, terena e guarani do estado de São Paulo.
É professora do Programa de Pós-graduação em Ciências Sociais da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e professora emérita da mesma universidade. É também membro do conselho indigenista da Fundação Nacional do Índio e consultora do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento.
Carmen Junqueira é autora de inúmeros livros e artigos publicados em periódicos brasileiro e estrangeiros. É também autora de capítulos de livros, além de organizadora de várias obras coletivas.


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CANTINHO DA POESIA

NÃO ME IMPORTA
Rakel Vianna



Não importa quantas vezes me peguei a chorar
Pois sempre encontro um jeito de votar a sorrir
Não importa quantas dores eu já senti de   saudade
Eu sempre driblo ela e volto à minha realidade
Não importa os tombos que já levei na vida
Hoje me sinto mais forte e muito mais vivida

Não me importo, sabe por quê? 
Sou mulher, sou mãe, sou de fibra, sou guerreira
Sou alegria e esperança no coração das minhas crianças
Sou amiga, sou fiel e também sou lealdade
Só não aguento viver perto da mentira e da falsidade.




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