terça-feira, 20 de março de 2012

Olá amigos!!! Espero que a terça-feira seja boa para todos.
Hoje deixo um conto “O ladrão”, que foi consumido por um objeto.... bem, quase isso. Dá uma lida na história.
Começa hoje o outono. A estação varia entre os dias 20 e 21, você sabe por que isso acontece?
Hoje também é dia da morte do escritor brasileiro Graciliano Ramos. Veja as obras deixadas por ele.
Bem, acho que é só.
Amanhã tem mais, espero você aqui.
Grande beijo,
Miriam


Conto
O ladrão


O ladrão andava sorrateiramente em uma rua tranquila, tarde da noite.
O ladrão era um homem que aparentava ter uns vinte e poucos anos e vivia sozinho depois que perdera o emprego, pois sua esposa foi embora. Ele estava para a sorte, não conseguia arrumar trabalho e sem ter como ganhar para sobreviver, resolvera apostar no roubo.
Vivia assim, a observar os hábitos diários dos moradores da rua escolhida para saber a hora certa de agir. Não queria ferir ninguém, apenas tirar sem sustento.
Foi assim que ele escolheu a sua casa da sorte.
O dono do imóvel também vivia só. Era a única pessoa, depois de uma semana observando, que entrava e saia daquela magnífica e imponente casa da esquina; de cores neutras, mas com um visual que dava inveja.
Aquela era a noite em que o ladrão entraria e roubaria o que pudesse.
O dono da casa saiu para sua caminhada noturna. A casa estava lá á espera dele. Nesta noite, ela parecia ainda mais bela, com o brilho da lua iluminando-a ainda mais.
O ladrão foi rápido, pois tinha exatamente 50 minutos para entrar e pegar os bens preciosos.
Vestido de negro o homem foi pelos fundos. Notou que não havia alarmes na casa. Amparado por uma árvore enorme e forte próxima à residência, ele conseguiu escalar as paredes e entrar pela janela do quarto.
— Pronto! Estou dentro. — Exclamou o ladrão, fechando a janela para não chamar a atenção.
Andou pelo quarto e pegou dinheiro e algumas joias. No closet vestiu dois casacos caros e fáceis de vender. Abriu mais gavetas e armários e pegou mais coisas.
Desceu rapidamente para pegar alguns aparelhos de valor da sala. Caminhava com precaução, pois deixou a lanterna desligada. Andava pela sala quando avistou aquela que seria seu bem mais precioso....
Lá estava ela! Maravilhosa em cima de um aparador. A beleza da caixa o fez se aproximar e se esquecer dos outros bens.
A caixa tinha aproximadamente uns vinte centímetros, era entalhada com figuras decoradas em ouro e pedras preciosas. A caixa brilhava, num brilho suave e tentador, que não cansava as vistas e deixava qualquer um apaixonado.
O ladrão guardou a caixa dentro de sua mochila e retornou para o quarto para sair da casa.
...
Andava rápido pelas ruas, mas estava radiante com aquela aquisição magnífica.
Chegando a sua casa, tirou da mochila o bem mais precioso e a colocou em cima da estante. Mesmo sendo um móvel velho e estragado, nada conseguia apagar aquele brilho.
Três dias se passaram e o ladrão não leu nos jornais notícia sobre o roubo como acontecera das outras vezes. Essa, sem dúvida, era uma pessoa que não queria chamar a atenção, pensara ele.
Assim foi se passando os dias. O ladrão olhava para a caixa dia e noite. O fascínio que teve por ela não o deixava em paz. O ladrão estava apaixonado por aquele objeto, que agora fazia parte de sua vida.
O ladrão, não saia mais para roubar. Aos poucos a comida foi se acabando e ele também não tinha mais vontade de comer. Seu único desejo era olhar a caixa, tocá-la e acariciá-la.
A cada dia o homem emagrecia e ficava mais fraco. Mesmo com a visão embasada não tirava os olhos da caixa. Até que um dia ele parou de respirar e morreu de inanição, com a caixa em suas mãos.
...
Um vulto rondou a casa do ladrão. Era o dono da caixa, um homem de meia-idade.
O homem entrou calmamente e se aproximou do pobre infeliz. Conseguiu tirar a caixa das mãos do ladrão, que ficaram duras pela rigidez da morte.
O homem nada fez além de sair e levar sua preciosa caixa.
Chegando a casa, ele a colocou em seu lugar. Tirou o casaco e as luvas e se aproximou do objeto.
O homem abriu a caixa e sorveu a energia que dela emanava. Deu um suspiro e foi olhar-se no espelho.
Aparentava agora uns vinte e poucos anos...

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FATOS HISTÓRICOS
20 de março

MORTE DO ESCRITOR GRACILIANO RAMOS


"Começamos oprimidos pela sintaxe e acabamos às voltas 
com a Delegacia de Ordem Política e Social, mas, nos 
estreitos limites a que nos coagem a gramática e a lei,
ainda nos podemos mexer"


Graciliano Ramos nasceu no dia 27 de outubro de 1892, na cidade de Quebrangulo, sertão de Alagoas, filho primogênito dos dezesseis que teriam seus pais, Sebastião Ramos de Oliveira e Maria Amélia Ferro Ramos e morreu no dia 20/03/1953. Viveu sua infância nas cidades de Viçosa, Palmeira dos Índios (AL) e Buíque (PE), sob o regime das secas e das suas que lhe eram aplicadas por seu pai, o que o fez alimentar, desde cedo, a idéia de que todas as relações humanas são regidas pela violência. Em seu livro autobiográfico "Infância", assim se referia a seus pais: "Um homem sério, de testa larga (...), dentes fortes, queixo rijo, fala tremenda; uma senhora enfezada, agressiva, ranzinza (...), olhos maus que em momentos de cólera se inflamavam com um brilho de loucura". 

Em 1894, a família muda-se para Buíque (PE), onde o escritor tem contacto com as primeiras letras.

Em 1909, passa a colaborar com o "Jornal de Alagoas", de Maceió, publicando o soneto "Céptico" sob o pseudônimo de Almeida Cunha. Até 1913, nesse jornal, usa outros pseudônimos: S. de Almeida Cunha, Soares de Almeida Cunha e Lambda, este usado em trabalhos de prosa. Até 1915 colabora com "O Malho", usando alguns dos pseudônimos citados e o de Soeiro Lobato.
Em meados de 1915, onde trabalha como jornalista e comerciante. Casa-se com Maria Augusta Ramos.

Sua esposa falece em 1920, deixando quatro filhos menores.

Seus livros "São Bernardo" e "Insônia" são publicados em Portugal, em 1957 e 1962, respectivamente. O livro "Vidas secas" recebe o prêmio "Fundação William Faulkner", na Virginia, USA.

Obras:

 -Caetés - romance
- São Bernardo - romance
- Angústia - romance
- Vidas secas - romance
- Infância - memórias
- Dois dedos - contos
- Insônia - contos
- Memórias do cárcere - memórias
- Viagem - impressões sobre a Tcheco-Eslováquia e a URSS
- Linhas tortas - crônicas
- Viventes das Alagoas - crônicas
- Alexandre e outros irmãos (Histórias de Alexandre, A terra dos meninos pelados e Pequena história da República).
- Cartas - correspondência pessoal.


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Hoje começa o Outono

Tem início hoje o Outono, estação que varia entre os dias 20 e 21 de março. Isso acontece por causa do equinócio, que na Astronomia é definido como o instante em que o Sol, em sua órbita aparente (como vista da Terra), cruza o plano do equador celeste (a linha do equador terrestre projetada na esfera celeste). Mais precisamente é o ponto no qual a eclíptica cruza o equador celeste.

Os equinócios ocorrem nos meses de março e setembro quando definem mudanças de estação. Em março, o equinócio marca o início da  Primavera no Hemisfério Norte e do Outono no Hemisfério Sul. Em setembro ocorre o inverso.

As datas dos equinócios variam de um ano para o outro, devido aos anos trópicos (o período entre dois equinócios de março) não terem exatamente 365 dias, fazendo com que a hora precisa do equinócio varie ao longo de um período de dezoito horas, que não se encaixa necessariamente no mesmo dia. O ano trópico é um pouco menor que 365 dias e 6 horas. Assim num ano comum, tendo 365 dias e - portanto - mais curto, a hora do equinócio é cerca de seis horas mais tarde que no ano anterior. Ao longo de cada sequência de três anos comuns as datas tendem a se adiantar um pouco menos de seis horas a cada ano. Entre um ano comum e o ano bissexto seguinte há um aparente atraso, devido à intercalação do dia 29 de fevereiro.

Também se verifica que a cada ciclo de quatro anos os equinócios tendem a se atrasar. Isto implica que, ao longo do mesmo século, as datas dos equinócios tendam a ocorrer cada vez mais cedo. Dessa forma, no século XXI só houve dois anos em que o equinócio de março aconteceu no dia 21 (2003 e 2007); nos demais, o equinócio tem ocorrido em 20 de março. Prevê-se que a partir de 2044 passe a haver anos em que o equinócio aconteça no dia 19. Esta tendência só irá se desfazer no fim do século, quando houver uma sequência de sete anos comuns consecutivos (2097 a 2103), em vez dos habituais três.

Acompanhe o calendário:





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