domingo, 18 de março de 2012

Olá queridos amigos, espero que o domingão seja bom para todos.
Hoje, tem a segunda e última parte do conto “Lembranças de Helena”, uma história que saiu do fantástico, para diversificar um pouco.
Para hoje, deixo também nas páginas autores nacionais e estrangeiros, dois contos: “A história do forró”, de Abdias Campos (nacional) e “A Capitoa", de Claude Ferrère (estrangeiro).
Tem também Mário Quintana no Cantinho da Poesia, concerto e Café Filosófico CPFL e Fatos Históricos.
Já para quem ama de paixão o Batman, como eu, tem o Batman Live, de 11 a 21 de abril no Ibirapuera, em São Paulo, confira.
Bem, acho que por hoje é só. Espero que gostem.
Beijo grande e até amanhã.


Conto – segunda e última parte
Lembranças de Helena
...

E quando aflitos todos nós estávamos, eis que surge algo novo na vila, na casa de Helena, um ateliê de roupas japonesas. Pois é, como exímia costureira que era e para driblar os problemas financeiros, pois Takashi fora despedido de seu emprego na extinta Mar Veículos, Helena começou a costurar para fora. Dia e noite ela desenhava, cortava e fazia belíssimos quimonos e vestidos para todos os gostos.
A produção foi crescendo e Helena, além de comercializá-los na vizinhança, passou a promovê-los na feira da Liberdade, subindo a Serra todo sábado, com a ajuda de seus três filhos.
— Takashi é um homem de sorte, tendo uma mulher com esse brio! Elogiava minha mãe.
Foi assim que a família Hideo superou a crise. Eles se mudaram para São Paulo cinco anos depois que o comércio de roupas de Helena conseguiu espaço definitivo na Liberdade. No final dos anos 80, Helena era dona de uma grande butique japonesa, e Takashi possuía uma oficina de carros. Ele nada teria se não fosse a perseverança dela, que conseguiu dar a volta por cima e ainda tirá-lo de uma terrível depressão.
Helena foi uma pessoa maravilhosa que passou em minha vida e só deixou boas recordações. Seus filhos seguiram o mesmo caminho.
...
Fui caminhando pela sala da exposição até examinar a última peça. O local não era grande, mas a saudade e o sentimento que me trouxe, valeu cada minuto desperdiçado naquele dia, lembranças de Helena e de pessoas que não mais tenho contato, mas que ficarão eternamente em minha memória.

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Música contemporânea

Uma primeira gravação mundial: “Anaïs Nin”, de Louis Andriessen

Uma primeira gravação mundial: “Anaïs Nin”, de Louis Andriessen
O programa Concertos cpfl – música contemporânea tem uma hora de duração e vai ao ar todos os domingos, às 21 horas, pela Rádio Cultura FM, 103,3 em São Paulo (que também pode ser acessada via internet), com João Marcos Coelho. O apresentador comenta as obras, inclui comentários feitos ao vivo pelos participantes das gravações, além de mostrar trechos de algumas das obras executadas com o apoio da cpfl cultura


Café Filosófico CPFL
Reinvenção dos vínculos 
Com Fabrício Carpinejar


De que modo reagir em famílias formadas com filhos de pais ou mães diferentes, meio-irmãos, guarda partilhada, casais homoafetivos, amigos conselheiros, avôs jovens? Como combinar rigor com liberdade? Como educar a criança no meio da ausência de papéis fixos? Funcionou a substituição da imposição de limites pela importância dos exemplos?
Carpinejar, autor de “Meu Filho, Minha Filha”, comenta a evolução dos laços familiares, discute o movimento contra a alienação parental, o excesso de cobrança feminina, a tendência do homem em querer agradar a atual esposa acima de todas as coisas, o condicionamento de comportamentos filiais pela culpa, a tirania da criança, a carência que mantém a dependência, a fragilidade que vem do excesso de proteção e o impacto da psicanálise na exposição dos problemas em casa.  Como referência, usará o filme Kramer vs. Kramer, de 1980. A intenção é discutir os resultados da emancipação paterna desde 1979.
Acesse: http://www.cpflcultura.com.br/site/2012/02/23/reinvencao-dos-vinculos-%e2%80%93-com-fabricio-carpinejar-4/


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Espetáculo Batman Live 
World Arena Tour

Baseada em uma história original criada exclusivamente para o show, Batman Live é uma experiência teatral que mistura artes marciais, acrobacias e ilusões. A fictícia Gotham City, a mansão de Bruce Wayne e a Batcaverna foram literalmente colocadas no palco junto com Batman, Robin, seu arqui-inimigo Coringa, os vilões Charada, Mulher-Gato, Pinguim e Duas-Caras em um espetáculo totalmente inovador e impressionante.
Um espetáculo à parte é a presença do Batmóvel. O objeto de desejo de qualquer fã dos quadrinhos, a máquina mostra toda a sua versatilidade ao ajudar o homem morcego a lutar contra seus inimigos.
O Batman Live será realizado de 11 a 22 de abril, no Ibirapuera, em São Paulo.

Saiba mais, acesse o site:


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CANTINHO DA POESIA

O tempo 
Mário Quintana

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!

Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...

Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.


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FATOS HISTÓRICOS 
18 DE MARÇO
 
O fim dos Templários

No dia 18 de março de 1314, o grã-mestre dos Templários, Jacques de Molay, é queimado vivo em Paris, França. Sua morte encerra a campanha de difamação dirigida durante quase dez anos por Felipe, o Belo, rei de França, contra a poderosa ordem católica. De Molay ficou preso e foi torturado durante sete anos, até ser executado por ordem do papa Clemente.


NASCIMENTO DA ESCRITORA RUSSA 
TATIANA BELINKY

Tatiana Belinky (São Petersburgo, 18 de março de 1919) é uma das mais importantes escritoras infanto-juvenis contemporâneas. É autora de mais de 250 livros voltados para este público. Nascida na Rússia, chegou ao Brasil com dez anos de idade. Recebeu a cidadania brasileira e está radicada em São Paulo há mais de oitenta anos.
Aos dezoito anos, após concluir um curso preparatório, começou a trabalhar como secretária-correspondente bilíngue, nos idiomas português e inglês. Aos vinte ingressou no curso de Filosofia da Faculdade São Bento, mas abandonou-o em seguida, quando se casou com o médico e educador Júlio Gouveia, em 1940. O casal teve dois filhos.
No ano de 1948, começa a trabalhar em adaptações, traduções e criações de peças infantis para a Prefeitura de São Paulo em parceria com o marido. Em 1952 encenam "Os Três Ursos" em pedido da TV Tupi, que atinge grande sucesso.
Tatiana e seu marido fizeram a primeira adaptação do "Sítio do Picapau Amarelo", de Monteiro Lobato. O trabalho do casal na Tupi seguiria até 1966.
Em 1972 passa a trabalhar na TV Cultura e em grandes jornais do Estado de São Paulo, como a Folha de São Paulo, o Jornal da Tarde e O Estado de São Paulo, escrevendo artigos, crônicas e crítica de literatura infantil.
Finalmente, em 1985, Tatiana Belinky desponta como escritora de livros, colaborando em uma série infanto-juvenil. Em 1987 publica o primeiro livro: "Limeriques", pela editora FTD, baseando-se nos limericks irlandeses. Suas publicações são acompanhadas por vários prêmios literários, entre eles o célebre Prêmio Jabuti, recebido em 1989.
De sua vasta obra, destacam-se "Coral dos Bichos", "Limeriques", "O Grande Rabanete", "Di-versos russos", "Limerique das Coisas Boas", entre outros.
Em 2010, no dia 15 de abril ocorreu a sessão de posse da Academia Paulista de Letras, passando a ocupar a cadeira 25 e tendo sido recebida pelo Acadêmico Francisco Marins.

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