sábado, 31 de março de 2012

Muito bom dia e obrigada por você estar aqui neste espaço, é um prazer.
Deixo mais um nanoconto “Gênio ruim”.
Hoje das 20h30 às 21h30 apague as luzes e participe da Hora do Planeta!
Para conversar sobre o assunto, o biólogo Fernando Santiago explica a importância do ato simbólico para a conscientização.
Participe do ato, porque o aquecimento global está próximo de se tornar irreversível.
Seguindo a programação da Cultura da Baixada Santista, veja a programação para hoje na Realejo Livros.
Bem, espero que tenham gostado dos assuntos.
Beijo grande e amanhã tem mais.
Miriam



Nanoconto
Gênio ruim
 
Era um homem difícil. Discutia com todo mundo e ameaçada as pessoas. Muita gente brindou quando ele sumiu.






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Participe você também da 
Hora do Planeta

Hoje, das 20h30 às 21h30 apague as luzes e participe!
A Hora do Planeta, conhecida globalmente como Earth Hour, é um ato simbólico no qual todos são convidados a mostrar sua preocupação com o aquecimento global. É uma iniciativa mundial da Rede WWF para enfrentar as mudanças climáticas.
Para este ano, a comissão organizadora do evento no Brasil anunciou que 102 cidades brasileiras participam do evento, sendo 23 delas capitais – além de 448 monumentos que ficarão às escuras do norte ao sul do País.


Especialista ambiental fala sobre 
a Hora do Planeta

Muito bom dia. É um prazer recebê-lo aqui para conversarmos sobre meio ambiente, e, em especial, sobre A Hora do Planeta. 


Miriam Santiago: Fernando você que é Biólogo, músico amador, pesquisador de Botânica, mestre em História da Ciência e doutor em Educação, como você avalia o ato simbólico A Hora do Planeta – Earth Hour -, que será realizado neste sábado?

Fernando Santiago: Como você mesma disse, é um ato simbólico. A crescente onda de conscientização ecológica pressupõe que as ações locais devam influenciar o mundo globalmente – o famoso mote da Educação Ambiental, “Pense globalmente. Aja localmente”. A sociedade, de forma geral, identifica os símbolos como ferramentas úteis para alcançar pessoas que não conhecem determinado assunto ou não estão totalmente conscientes de sua importância. Então, neste raciocínio, penso que o ato simbólico da “Hora do Planeta” tem sua função socioambiental definida como positiva.

  Miriam Santiago: Como foi criado este ato simbólico? Você acredita que a energia economizada no período de uma hora, tempo do ato, traz alguma melhoria ao Planeta?

Fernando Santiago: É uma iniciativa mundial da Rede WWF, conhecida como uma das maiores ONGs de ação ambiental, para enfrentar as mudanças climáticas. A economia de energia elétrica em uma hora, no mundo, é relativamente pequena comparada com a demanda energética atual. Como o ato é simbólico, creio que o intuito não é, de fato, realizar a economia, mas conscientizar as pessoas de que é possível economizar, no dia a dia (e não somente em uma hora por ano), com pequenas ações. A crise energética é global e nosso país está inserido nestas discussões. O que muitos não sabem – e está aqui a razão deste ato simbólico – é que o consumo energético está atrelado à emissão de gases de efeito estufa, principalmente em países em que a geração de energia elétrica é resultado de queima de carvão.  

Miriam Santiago: Como você avalia a participação das pessoas, empresas, comunidade e governos neste ato? A participação é grande?

Fernando Santiago: Bem, esta pergunta é um pouco difícil de ser respondida. Se você consultar o sítio eletrônico da WWF (http://www.wwf.org.br/), verá que há um destaque para a “Hora do Planeta”, onde são apontadas algumas estatísticas e informações sobre este ato. Não podemos dizer que a adesão é maciça. Em países onde já há, tradicionalmente, uma postura voltada ao que se define como sendo ‘ambientalmente correta’, podemos afirmar que talvez a adesão individual, corporativa e de Estado à iniciativa da WWF alcance proporções mais amplas quando comparada à adesão em países em que a cultura de consciência ambiental ainda é muito pequena ou quase nula. O Brasil demorou muito para acordar para as questões ambientais, e ainda estamos muito aquém do que poderíamos chamar de uma ‘consciência ecológica’ nacional, mas a cada ano noto mais e mais pessoas comentando o ato simbólico. Neste ponto, creio que a Internet, as redes sociais e todas as outras ferramentas tecnológicas afins são extremamente importantes na disseminação das informações sobre “A hora do planeta”. A mídia televisiva deveria, em meu entender, dar mais ênfase, já que ainda é o tipo de veículo de informação mais acessado em países como o Brasil.  

Miriam Santiago: A sigla é globalmente conhecida como Earth Hour, mas os Estados Unidos são os maiores consumidores do planeta. Como você avalia essa questão?

Fernando Santiago: A sigla em inglês é apenas uma convenção uma vez que é a língua “internacional” aceita pela maior parte dos países. Não poderíamos colocar a sigla em mandarim, em russo ou alemão, por exemplo, pois isto causaria grandes problemas ao ser distribuída para o mundo. Quanto à questão de os EUA serem, talvez, o país mais consumista do mundo, creio que devemos analisar a questão com certa clareza. O consumo é verdadeiramente o que move a nação norteamericana, mas se pensarmos nos países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), só para contextualizarmos a pergunta, vamos notar que o consumo nesse bloco econômico é cada vez maior e mais agressivo. Não vejo um paradoxo entre disseminarmos a sigla em inglês e associarmos isto aos EUA – até porque outros países do mundo têm a língua inglesa como língua-mãe (Austrália, Nova Zelândia, Reino Unido e Canadá, por exemplo).
 
Miriam Santiago: Em sua opinião, quais outros atos você acredita serem mais eficazes para conscientizar a população sobre o aquecimento global?

Fernando Santiago: Esta é a pergunta mais difícil da entrevista. Eu creio no mote do ‘pensar globalmente e agir localmente’. Não há sentido em arrumar um país todo se cada município, cada rua e cada residência não der conta de solucionar seus próprios problemas. Creio que a consciência global seja uma coisa mais filosófica que prática. As ações têm de ser locais – somente pela mudança pontual e geograficamente localizada é que se consegue atingir mudanças mais amplas. Há diversos atos que esporadicamente são incentivados por ONGs ambientalistas em municípios brasileiros, como corridas pelo meio ambiente, passeios de bicicleta e caminhadas ecológicas, plantio de mudas de plantas nativas, entre outros. Estas coisas são importantes pois mobilizam a consciência local, essencial para se avançar na tentativa de se delimitar uma ‘consciência global’.  

Miriam Santiago: Aproveitando a oportunidade, conte-nos um pouco sobre seu trabalho, suas publicações na área, seus cursos, palestras.

Fernando Santiago: Eu trabalho com educação formal desde 1987 e com educação informal e não formal (museus, unidades de conservação, exposições etc.) há pelo menos 15 anos. Já ministrei minicursos, workshops, oficinas e palestras em diversos espaços (universidades, empresas e escolas) versando sobre educação, biologia, história da ciência e meio ambiente – áreas que refletem minha formação eclética (graduação em Ciências Biológicas na Unicamp, mestrado em História da Ciência na PUC-SP e doutorado em Educação na USP). Meu currículo está disponível no link: http://lattes.cnpq.br/2271811478179514. Algumas publicações podem ser conferidas em: http://www.fernandosantiago.com.br/artigos.htm    

Miriam Santiago: Fernando, deixe seus contatos para que as pessoas possam acompanhar seu esforço e dedicação em prol do meio ambiente.

Fernando Santiago: Meus e-mails pessoais são:
Eu tenho uma homepage particular (www.fernandosantiago.com.br) e um blog onde posto alguns pensamentos e materiais de outras pessoas (http://www.fernandosantiago.blogspot.com.br/).  


Fernando, agradeço por sua participação neste dia especial, voltado à conscientização mundial do planeta. Desejo muito sucesso a você. 



Aquecimento global está se tornando irreversível


O aquecimento global está próximo de se tornar irreversível, o que torna esta década crítica nos esforços para preveni-lo, disseram cientistas nesta segunda-feira, 26. As estimativas científicas diferem, mas é provável que a temperatura mundial suba até 6ºC até 2100, caso as emissões de gases do efeito estufa continuem aumentando de forma descontrolada. Mas, antes disso, haveria um ponto em que os estragos decorrentes do aquecimento – como o degelo das camadas polares e a perda das florestas – se tornariam irrecuperáveis.
Um motivo maior de preocupação para os cientistas é que um novo tratado climático obrigando grandes poluidores como EUA e China a reduzirem suas emissões só deve ser definido até 2015, para entrar em vigor em 2020.

No pior cenário, 30 a 63 bilhões de toneladas de carbono por ano seriam liberadas até 2040, ficando entre 232 e 380 bilhões de toneladas por ano até 2100. Isso é um volume bem mais expressivo do que os cerca de 10 bilhões de toneladas de CO2 liberadas por ano pela queima de combustíveis fósseis.


Fonte: Jornal Opinião & Notícia


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Encontro aborda jornalismo e crítica cultural
Lançamento da revista literária Mirante 76

 O quinto dos bate-papos da Cultura Baixada Santista, acontece hoje, sábado, 31 de março, às 17h, no andar superior da Realejo Livros, e aborda o jornalismo e a crítica cultural em Santos e região. Participam da mesa: Chico Marques, editor do Alto e Claro, Gustavo Klein, jornalista e editor do caderno Galeria, do jornal A Tribuna, e Ricardo Prado, crítico de cinema, jornalista, editor do Cinecartógrafo e responsável pelo Cineblog de A Tribuna.

O encontro é beneficente: pede-se um quilo de alimento não perecível ou uma lata de leite em pó para a Casa Vó Benedita. Haverá sorteio de brindes.

A Realejo Livros fica na Av. Marechal Deodoro, 2, Gonzaga, Santos.

Lançamento da edição 76 da Revista Mirante

No mesmo dia, às 19h15, no térreo da Realejo, será lançada a edição 76 da revista literária Mirante, a mais antiga publicação independente do gênero no País, editada por Valdir Alvarenga, Sidney Sanctus e Irene Estrela Bulhões. Cada exemplar custa R$10,00. Enquanto acontece o bate-papo, haverá a happy hour musical, às 18h, na calçada em frente à livraria, com Edinho Godoy e Théo Cancello.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Oi gente, até que enfim hoje é sexta-feira!!!! Ufa, ainda bem que a semana passou rápido. Aliás, vocês já notaram como os dias estão praticamente voando?
Para hoje, deixo aqui mais um nanoconto, Aquela vizinha....
Dá uma espiada nas maravilhosas fotos de banhistas mergulhando sob as ondas, veja o slideshow, é muito dez.
Tem muita coisa legal acontecendo hoje e também no final de semana, veja só: encontro com artistas plásticos, dentro da programação do Cultura da Baixada Santista, e para quem gosta de música clássica, começa domingo o Tocando Santos.
Está rolando um concurso literário sobre o escritor Jorge Amado, veja como participar e para quem aprecia poesias, Mirian Marclay está no Cantinho da Poesia.
Bem por hoje é só.
Beijinhos e até amanhã.
Miriam


                    Nanoconto
Aquela vizinha...

Era uma vizinha insuportável; falava de todo mundo. Certa vez foi alvo da fofoca: o marido foi embora.



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Dança submarina

Recentemente, Mark Tipple havia fotografado surfistas caindo de suas pranchas. As fotografias eram tiradas debaixo das ondas, capturando o momento em que o surfista mergulhava no mar. Na nova série de fotos, Tipple registrou banhistas mergulhando sob as ondas.
"Nas fotos anteriores, eu estava mais sob a influência do surfe. Quando eu comecei [o trabalho], eu estava à procura de um lado diferente do surfe que não estava sendo visto antes, mas agora o meu foco são nadadores, já que para mim é mais interessante ver as pessoas embaixo d'água sem as pranchas de surfe", disse Tipple à BBC Brasil.
Tanto as imagens dos nadadores quanto as dos surfistas fazem parte de um projeto batizado de 'The Underwater Project'.

Acesse:

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Encontro beneficente reunirá artistas plásticos


O site CineZen (www.cinezen.net) completou três anos de existência em março. Para celebrar a data e a criação de seu “irmão mais novo”, o site CulturalMente Santista (www.santoscultural.net), foi programada uma série de encontros, até dia 7 de abril, que reunirá mais de trinta nomes relevantes da cultura na Baixada Santista, entre artistas, produtores culturais e jornalistas do setor. Trata-se da primeira edição do CulturalMente Santista, projeto idealizado pelo jornalista André Azenha com o objetivo de divulgar e abrir espaço para esses profissionais exporem suas opiniões e projetos.

O quarto dos bate-papos acontece hoje, às 20h, na Open House Idiomas, e abordará o momento das artes plásticas em Santos e região. O encontro reunirá alguns dos artistas plásticos mais talentosos e atuantes da Baixada: Anaakaui, artista plástica, natural de Santos, formada pela Belas Artes de São Paulo e professora de Plástica no curso de designer da UniSantos; Chico Melo,  escultor, natural do Maranhão e Waldemar Lopes,  artista plástico, também natural de Santos. 
Haverá exposição de obras dos três debatedores, além de sorteio de brindes. O evento é beneficente: pede-se um quilo de alimento não perecível ou uma lata de leite em pó para a Casa Vó Benedita. Será servido um coquetel.

A Open House Idiomas fica na Rua Minas Gerais, 85, Boqueirão, entre a Rua da Paz e o Canal 3


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‘Tocando Santos 2012’ celebra a música clássica


O Tocando Santos, projeto que leva a música clássica para públicos de todas as idades e gostos, chega à sua 18ª edição neste ano, com apresentações a partir deste domingo (1º de abril). Até dezembro serão 11 concertos no Teatro Coliseu e no Sesc Santos.
O 18º Tocando Santos trará uma série de concertos com orquestras de todo o Estado de São Paulo. Este ano a iniciativa homenageia o maestro José Antonio de Almeida Prado, nascido em Santos e considerado um dos maiores compositores do País; e os 20 anos da TV Tribuna, como reconhecimento do seu compromisso em apoiar o projeto desde o início.
Agenda: 1º de Abril: Orquestra Sinfônica de Tatuí. Regente Felix Krieger.
Teatro Coliseu, às 18 horas. 
Endereço: Rua Amador Bueno, 237, Centro, Santos. 
Tel: (13) 3221-8181
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Jorge Amado é homenageado em concurso literário


Estão abertas até 30 de maio as inscrições para a oitava edição do “Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus”, o qual faz homenagem ao escritor Jorge Amado, que completaria 100 anos em 10 de agosto de 2012. Autor de dezenas de obras traduzidas pelo mundo todo, Amado é o autor baiano mais famoso e lido por pessoas de todas as idades. O Núcleo Baiano da UBE, na pessoa do coordenador Carlos Souza, se junta a esta ação, com o objetivo de fortalecer a literatura do estado da Bahia e prestar um tributo a Jorge Amado.
O concurso literário promovido pelo jornalista Valdeck Almeida de Jesus é uma iniciativa divulgada no Eixo 4 do Plano Nacional do Livro e Leitura, do Ministério da Cultura e já publicou quase 1100 poetas do mundo todo, desde 2005. Em 2011 a edição foi em homenagem a autores baianos e teve mais de mil inscritos, cujas crônicas serão lançadas na Bienal do Livro de São Paulo, em agosto, mesmo mês de nascimento de Jorge Amado.
Para 2012 serão aceitas redações inéditas (crônicas, artigos ou resenhas) ou já publicadas sobre a vida e/ou obra de Jorge Amado. Serão aceitos, também, textos sobre escritores e poetas de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Macau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Outros temas serão aceitos como: redações sobre assuntos africanos, Copa do Mundo de Futebol de 2014 e sobre escritores de outras partes do mundo, desde que os textos sejam escritos em língua portuguesa. 

Inscrições e informações no link:


Site: www.galinhapulando.com
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CANTINHO DA POESIA

Poema para Poesia
Mirian Marclay Lemos Melo

Há uma essência de vento que em mim se derrama

Feito espuma e verso lírico de quem ama, esse sopro

Que preenche o corpo e acalma - por encantamento.

Razão lúdica etérea da alma - meu deslumbramento.

Que seria da noite sem tua companhia, teus abraços,

Que seria do dia sem tua inspiração teus doces laços
Nem o sol nem a lua seriam exaltados no cosmos,
Pois em ti a palavra seca se transforma.
Em teus veios há o licor que ao espírito apraz
O voo sublime de céus azuis, as nuvens da paz
O mergulho íntimo que estanca a sede voraz.
Tu és fascínio envolto de paixão
Do poeta o maior dos amores.
A melodia do coração
A mais linda flor
De todas as flores!
Sublime sinfonia
História feita de magia
Minha amada poesia!



quinta-feira, 29 de março de 2012

Olá amigos, espero que todos estejam bem e vamos para mais uma quinta-feira.
Em uma semana dois grandes personagens brasileiros faleceram deixando já saudades. Semana passada Chico Anysio e nesta terça-feira, Millôr Fernandes.
Como havia anunciado ontem, o conto "Criaturas", finalizado ontem mesmo, já está disponível, na íntegra, na Página Contos.
Bem, hoje tenho algumas novidades para vocês.
Tem um nanoconto: “Pobre ladrão”. O nanoconto é uma outra forma de literatura, saiba mais sobre o assunto, que vem ganhando espaço na produção literária.
Deixo também a programação para hoje do Cultura da Baixada Santista, evento que prossegue até dia 7 de abril (veja a programação completa na postagem de 27/3). Tem também mudanças na Provinha Brasil e para quem gosta de humor, a Cia. de Humor Os Mukiranas e trio Os Patiphes. 
Grande abraço a todos. Miriam
Nanoconto
Pobre ladrão



De repente descobriu que poderia ganhar a vida fácil, sem trabalhar. Foi roubando um pouquinho a cada dia. Depois de meses, viu que o crime não compensa.


O que é um nanoconto?


Miniconto, ou microconto, ou nanoconto, é uma espécie de conto  muito pequeno, produção esta que tem sido associada ao minimalismo. Os minicontos são diferentes de um "conto pequeno". No miniconto muito mais importante que mostrar é sugerir, deixando ao leitor a tarefa de "preencher" as elipses narrativas e entender a história por trás da história escrita.


O guatemalteco Augusto Monterroso é apontado como autor do mais famoso miniconto, escrito com apenas trinta e sete letras:
Quando acordou o dinossauro ainda estava lá.


Assim como o escritor Ernest Hemingway autor de outro famoso miniconto. Com apenas vinte e seis letras, mas por trás das quais há toda uma história de tragédia familiar:
Vende-se: sapatos de bebê, sem uso.

O que é minimalista?

A literatura minimalista é caracterizada pela economia de palavras. Os autores minimalistas evitam advérbios e preferem sugerir contextos a ditar significados. Espera-se dos leitores uma participação ativa na criação da história, pois eles devem “escolher um lado” baseados em dicas e insinuações, ao invés de representações diretas. Os personagens de histórias minimalistas tendem a ser banais, comuns, inexpressivos, nunca famosos detetives ou ricos fabulosos. Geralmente, as histórias são pedaços da vida.

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Morre o escritor Millôr Fernandes

O escritor Millôr Fernandes morreu aos 87 anos na noite da terça-feira, 27, em casa, no Rio de Janeiro. De acordo com o filho de Millôr, Ivan Fernandes, o escritor teve falência múltipla dos órgãos e parada cardíaca. O velório está marcado para hoje (29), das 10h às 15h no cemitério Memorial do Carmo, na Zona Portuária do Rio.
Escritor, humorista e dramaturgo, Millôr iniciou sua carreira aos 14 anos, na revista O Cruzeiro. Exercia as funções de tradutor, jornalista e crítico de teatro. No final dos anos 1960, foi um dos fundadores do jornal O Pasquim, conhecido por seu papel de oposição ao regime militar. Foi o principal tradutor das obras de William Shakespeare no Brasil e escreveu diversos tipos de peças. Atualmente, o escritor mantinha um site pessoal onde escrevia frases, charges e textos de humor, além de manter um acervo com seus trabalhos dos últimos 50 anos.
Carioca do Méier, Millôr nunca parou de criar e produzir. Talvez um dos maiores gênios múltiplos brasileiros, foi um filósofo que usava o humor como arma contra a repressão. Seu humor não facilitava, era comprometido e ao mesmo tempo acessível. Usava o humor para fazer pensar. Sua mãe queria que o menino se chamasse Milton, mas na grafia do escrivão do cartório, ficou Millôr. 

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Cultura da Baixada Santista

O site CineZen (www.cinezen.net) completará três anos de existência em 29 de março. Para celebrar a data e a criação de seu “irmão mais novo”, o site CulturalMente Santista (www.santoscultural.net), foi programada uma série encontros, que teve início dia 27/3 e continua até dia 7 de abril, reunindo mais de trinta nomes relevantes da cultura na Baixada Santista, entre artistas, produtores culturais e jornalistas do setor. Trata-se da primeira edição do CulturalMente Santista, projeto idealizado pelo jornalista André Azenha com o objetivo de divulgar e abrir espaço para esses profissionais exporem suas opiniões e projetos.

Veja a programação para hoje:

29/03 (quinta), 20h
- Produção cultural
Local: Auditório do Sesc - Rua Conselheiro Ribas, 136, Aparecida
Debatedores:
- Eugênio Martins Jr.: Dirige uma empresa de produção cultural, criador do projeto Jazz, Bozza e Blues, jornalista, assina o Mannish Blog
- Luiz Fernando Almeida: Ator, produtor, dirige a Superbacana Produções
 - Ricardo Vasconcellos, diretor geral do Curta Santos e da Sansex
Gratuito

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Exame nacional da alfabetização
Vem aí a Provinha Brasil

Em 2013 cerca de sete milhões de crianças brasileiras com oito anos de idade serão submetidas a um exame nacional, a Provinha Brasil, que servirá para delinear um panorama da alfabetização no Brasil.
A Provinha Brasil, na verdade, existe desde 2008 na forma de exame aplicado a alunos do segundo ano do ensino fundamental e servia como diagnóstico interno para o professor conhecer o nível de aprendizagem de seus alunos. Nesta semana, entretanto, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, anunciou sua reformulação.

Primeira avaliação ‘pra valer’

A partir de agora a Provinha Brasil será a primeira avaliação “pra valer” a que os estudantes brasileiros serão submetidos. Antes era a Prova Brasil, aplicada no 5° ano do ensino fundamental e cujos resultados compõem o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
A Provinha Brasil será também um dos principais instrumentos do futuro programa Alfabetização na Idade Certa, que o MEC pretende lançar.

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Cia. de Humor 
Os Mukiranas e trio Os Patiphes
Os espetáculos acontecem nesta quinta (29) e na sexta (30), respectivamente no Roxy 5, no Gonzaga, em Santos e no Roxy 6, no Shopping Brisamar, em São Vicente, às 22h.
Hoje, se apresentam no Roxy 5: original do Rio de Janeiro, a Cia. de Humor Os Mukiranas, formada pelos atores Raiane Bitencourt, Ale Matheus, Sergey Kraucs, Wendell Amorim e Wendell PC, o trio santista Os Patiphes, que reúne Caio Marques, Daniel Meirelis e Joao Paulo Pires, e o humorista André Garrido. Já no dia seguinte, é Euclydes Escames que se junta aos dois grupos.
A Cia. de Humor Os MuKiranas surgiu em 2009 e é apadrinhada pela Cia. de Comédia Os Melhores do Mundo, formada pelos atores Jovane Nunes (Zeca Pimenteira, do Zorra Total), Adriano Siri, Ricardo Pipo, Welder Rodrigues (Jajá, do Zorra Total) e Victor Leal, onde encontram grande inspiração.
Serviço – dia 29/3 (hoje) às 22h:
Espetáculo “Humor de Cinema” no Roxy 5, Santos
Com Os Mukiranas, Os Patiphes e André Garrido

Local: Cine Roxy, Avenida Ana Costa, 443, Gonzaga
Valor do ingresso: R$ 20,00 (meia-entrada)
Serviço – dia 30/3 (amanhã), às 22h:
Espetáculo “Humor de Cinema” no Roxy Brisamar 6, São Vicente
Com Os Mukiranas, Os Patiphes e Euclydes Escames
Local: Cine Roxy, Av. Frei Gaspar, 365, Centro, Shopping Brisamar, São Vicente
Valor do ingresso: R$ 15,00 (meia-entrada)




quarta-feira, 28 de março de 2012

Olá amigos, que a quarta-feira seja boa para nós.
Bem, hoje chego ao final do conto Criaturas, e a partir de amanhã, a história estará na íntegra na Página Contos.
Se você ama o rock´n´roll assim como eu, não pode perder a Let´s Rock: A Exposição que começa dia 4 de abril, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Leia mais sobre o assunto.
Outro evento muito legal que começou ontem na Cidade é o Cultura da Baixada Santista, e que continua até dia 7 de abril. Veja a programação para hoje e na postagem de ontem, a programação completa.
Espero que tenham gostado. Amanhã tem mais e espero você aqui.
Beijão,
Miriam


Continuação do conto Criaturas
Parte final

...

Nisso, os astrônomos perderam os seres da mira telescópica. As criaturas desapareceram. Os especialistas brindaram com a suposta desistência dos bichos. Eles sumiram, foram embora, pensaram todos.
...
Do outro lado da terra, ainda noite, as pessoas dormiam despreocupadas.
Era meia-noite de lua cheia e o clima estava ameno.
Os seres atravessaram a atmosfera da terra. Mantinham a mesma velocidade de quando saíram da lua. Em grupo os seres foram avançando e descendo cada vez mais. Eram silenciosos, nem um som se quer os denunciava.
As criaturas voavam sobre as cidades, pois a iluminação era o grande chamariz para aqueles seres.
Um estrondo me fez levantar da cama assustada. Corri para a janela do quarto e mal podia acreditar no que via do edifício em frente ao meu. Segurei-me no batente da janela e permaneci ali no escuro, com medo até de respirar!
As criaturas estão arrebentando as janelas do prédio com as imensas patas. Com a força, estão enfiando as cabeças dentro dos apartamentos e pegando as pessoas com as línguas. Grudadas, imóveis e enroladas nas línguas, as pessoas estão sendo engolidas. Meu Deus, os seres parecem tamanduás arrancando do formigueiro as indefesas formigas!
Mesmo sem muita coragem coloquei a cabeça para fora da janela e vi os monstros voando, aos milhares e sem trégua. Estavam com fome e as luzes acesas atraiam a visão das criaturas.
Foi horrível, explosões, gritos e numa luta sem piedade as pessoas eram devoradas. Os seres famintos atacavam os prédios e quanto mais altos, mais fáceis para eles.

Aquilo era demais para mim. Fui cambaleando e me amparando nas paredes e não consegui mais ficar em pé, caindo ao chão e sem forças para mais nada.
Em toda a parte da terra onde ainda era noite, as criaturas foram destruindo tudo o que viam pela frente em busca de saciar a fome. Fios elétricos foram arrancados com as caudas, telhados destruídos e tudo o mais que atrapalhava o caminho daqueles seres.
Milhares de pessoas foram simplesmente mortas sem chance alguma de defesa. 
O exército tentou em vão, pois as armas não eram páreas para aqueles seres fortes que vieram do espaço.
O mundo jamais passara por um massacre como esse.
Estava clareando quando comecei acordar. Mesmo sem coragem fui até a janela. Não vi mais os seres. Haviam partido deixando um rastro de destruição.
Desci as escadas do prédio e corri para a rua. A cena era de um holocausto, um fim de mundo. Nas ruas carros batidos, fogo, restos de construções e muito sangue e sujeira. Pessoas pediam por socorro desesperadas; outras foram prensadas, mas não vi restos de ninguém pelo chão.
Corri pelas ruas e as cenas eram idênticas. Não tivemos como lutar, mas se pudéssemos também seria uma luta em vão porque as criaturas eram muitas e ninguém conseguiria combatê-las.
Voltei a meu apartamento. Meu prédio nada sofrera por ser pequeno e também porque estavam todos dormindo na hora do ataque.
Acessei o facebook do meu celular e desesperadas, as pessoas diziam que estava anoitecendo do outro lado da terra...

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Let’s Rock, exposição na OCA, em abril

Se você gosta de rock´n´roll, não pode perder a exposição que começa dia 4 de abril, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo.
A OCA recebe a mostra “Let´s Rock: A Exposição”, resultado da parceria com o Rock an Roll Hall of Fame e outros museus, além de fotógrafos e grandes colecionadores. Let´s Rock  irá reunir em diversos ambientes várias exibições, pocket shows, palestras, workshops e outros ambientes do gênero.
Na entrada, os visitantes terão contato com uma linha do tempo interativa que mostra a história do ritmo que misturou o blues, o R&B, o gospel e outros ritmos no final dos anos 40 e mudou o mundo. No subsolo ficaram fotos de Rui Mendes, Marcelo Rossi e Bob Gruen, famoso pelos cliques históricos que fez de Jonh Lennon, Bob Dylan, Rolling Stones, Sid Vicious, Ramones e outros símbolos do rock. O fotógrafo também fará uma palestra sobre seu trabalho já na abertura da exposição. No primeiro andar os fãs poderão ver objetos originais de bandas nacionais e internacionais como as primeiras baterias do Motörhead e do Sepultura, um disco de ouro dos Beatles e até o famoso baixo Hofner em formato de violino de Paul McCartney, entre outros artigos.
O rock brazuca também terá seu lugarzinho e será representado pelos Mutantes, Secos & Molhados, Raul Seixas e Wanderleia, mas também pelo Legião Urbana, Cazuza, Ratos de Porão e outros, com a história brasileira do ritmo que ganhou as nossas ruas, nossas mentes e se transformou, adquirindo a versatilidade brasileira em seus diversos movimentos musicais.
E aí, vai perder essa?
Serviço:
Let’s Rock: A Exposição

Data: De 4 de abril a 27 de maio, de terça a domingo, das 10h às 22h
Local: Oca – Parque do Ibirapuera (ave­nida Pedro Álva­res Cabral, S/Nº, por­tão 3), São Paulo
Valor do ingresso: Entrada: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia para ido­sos e estu­dan­tes)
Informações: site:  http://www.letsrockexpo.com.br


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Cultura na Baixada Santista


O site CineZen (www.cinezen.net) completará três anos de existência em 29 de março. Para celebrar a data e a criação de seu “irmão mais novo”, o site CulturalMente Santista (www.santoscultural.net), foi programada uma série encontros, que teve início ontem e continua até dia 7 de abril, reunindo mais de trinta nomes relevantes da cultura na Baixada Santista, entre artistas, produtores culturais e jornalistas do setor. Trata-se da primeira edição do CulturalMente Santista, projeto idealizado pelo jornalista André Azenha com o objetivo de divulgar e abrir espaço para esses profissionais exporem suas opiniões e projetos.

Ao todo são nove bate-papos, que abordam os seguintes temas: cinema, teatro, produção cultural, artes plásticas, design + ilustração, criação literária, música, e tendências do mercado editorial. Seis deles são beneficentes, em prol da Casa Vó Benedita. E alguns contarão, também, com apresentações artísticas. Paralelamente aos encontros, acontecerá a exposição “Variantes Fotográficas”, de Rafael Ponzio, cuja abertura aconteceu ontem. As fotos ficarão expostas, além do Almanaque, na Millor Revistaria e Cybercafé, até o fim da programação.

Acompanhe a programação para hoje:


28/03 (quarta), 20h
- Produção e criação teatral
Local: Café Teatro Rolidei -  Av. Sen. Pinheiro Machado, 48, 3º piso do Teatro Municipal, Vila Mathias
Debatedores:
- Claudia Alonso: coordenadora do grupo Orgone, atriz
- Miriam Vieira: atriz, diretora de teatro, em cartaz com a peça “Reclame”
- Márcio de Souza, diretor do teatro Guarany, professor, ator, produtor
Mediação: André Azenha
Gratuito, mas quem quiser pode doar uma camiseta branca em prol da Associação Projeto TAMTAM

terça-feira, 27 de março de 2012

Olá amigos, uma boa terça a todos. A semana está indo a todo vapor.  

Hoje a página está com muitas novidades. Tem a continuação do conto Criaturas, tem um artigo interessante da Revista Science sobre a origem das línguas, a celebração de aniversário de nascimento do escritor alemão Ludwig Heinrich Mann, irmão mais velho do também escritor Thomas Mann e um evento cultural da Baixada Santista sobre cinema, música, artes plásticas, literatura etc, que começa hoje e vai até dia 7 de abril, dá uma espiada na programação. O evento é gratuito, vale a pena conferir e participar.
Bem, espero que tenham gostado.
Um grande beijo e até amanhã.
Miriam

  

 

Continuação do conto Criaturas

...
        Da Ilha de Palma o monitoramento à lua era constante; e foi quando os astrônomos, exaustos, à meia-noite, deram o alarme de que os seres não estavam mais pousados na lua.
As criaturas haviam desaparecido de lá.
Astrônomos e telescópios do mundo todo miravam a lua, na ânsia de descobrir onde estavam os seres. Em vão, pois não conseguiam vê-los.
No entanto, o maior telescópio conseguiu enxergar os seres numa faixa obscura do universo.
Da amplitude das lentes, viu-se uma criatura maior que todas e na frente, deveria ser o líder, conduzindo o bando que voava sincronizado.
Eles vinham em maior número e suas asas batiam com rapidez. O medo foi tomando conta dos especialistas, que não sabiam o que fazer.
Agora, já eram três na manhã. Em polvorosa, as horas foram se passando.
Os governantes sabiam que os mísseis não encontrariam os seres na lua, tudo foi em vão.
Das lentes do telescópio, as criaturas ficavam mais nítidas, pois se aproximavam cada vez mais da terra. Os seres voavam a grandes velocidades e usavam a atração da força magnética da terra para ajudar no deslocamento. Desta maneira, chegariam mais rápido ainda, bem menos de 12 horas. Deveriam entrar em nossa atmosfera em cerca de 8 ou 9 horas.
Das Ilhas Canárias, onde se encontra o mais potente telescópio, o sol já estava árduo num dia quente de verão.
Nisso, os astrônomos perderam os seres da mira telescópica. As criaturas desapareceram. Os especialistas brindaram com a suposta desistência dos bichos. Eles sumiram, foram embora, pensaram todos.
....
Do outro lado da terra, ainda noite, as pessoas dormiam despreocupadas...
...

Continua amanhã

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Cultura da Baixada Santista 
Celebrada entre 27/3 e 7/4
 
O site CineZen (www.cinezen.net) completará três anos de existência em 29 de março. Para celebrar a data e a criação de seu “irmão mais novo”, o site CulturalMente Santista (www.santoscultural.net), foi programada uma série encontros, entre 27 de março e 7 de abril, que reunirá mais de trinta nomes relevantes da cultura na Baixada Santista, entre artistas, produtores culturais e jornalistas do setor. Trata-se da primeira edição do CulturalMente Santista, projeto idealizado pelo jornalista André Azenha com o objetivo de divulgar e abrir espaço para esses profissionais exporem suas opiniões e projetos.

Serão nove bate-papos, que abordarão os seguintes temas: cinema, teatro, produção cultural, artes plásticas, design + ilustração, criação literária, música, e tendências do mercado editorial. Seis deles serão beneficentes, em prol da Casa Vó Benedita. E alguns contarão, também, com apresentações artísticas. Paralelamente aos encontros, acontecerá a exposição “Variantes Fotográficas”, de Rafael Ponzio, cuja abertura acontecerá dia 27, terça, 22h10, no Almanaque, após o bate-papo sobre cinema, no Sesc, que inicia às 20h. O lançamento da mostra fotográfica terá apresentação musical de Zerobeto Freire, com temas de filmes clássicos. As fotos ficarão expostas, além do Almanaque, na Millor Revistaria e Cybercafé, até o fim da programação.

Durante os bate-papos, serão feitos sorteios, de ingressos de cinema, vales de locação, quitutes do Reino Branco Atelier do Açúcar, e livros. 

Diferente dos eventos anteriores do CineZen, nem todos os bate-papos serão mediados por André Azenha. “Certos temas exigem maior expertise. Como a literatura, cujos dois debates serão mediados por Marcelo Rayel, colaborador do site e especialista na área”, diz o jornalista.

"O CulturalMente Santista veio preencher uma lacuna em nossa região, para quem curte cultura, bom gosto e informação”, afirmam o casal de escritores Cláudia Brino e Vieira Vivo, responsáveis pela revista Cabeça Ativa e a Edições Costelas Felinas. Vieira Vivo participará sobre o bate-papo “Tendências do Mercado Editorial”, 7 de abril, na Ao Café.
  
“Eu, como produtor cultural ligado à literatura, acho que tem que se pensar sobre as atividades culturais em todos os segmentos. E o CulturalMente Santista dá forma a esse pensar através dos encontros de vários segmentos culturais. É quando os bastidores viram atração”, explica José Luiz Tahan, livreiro, diretor da Realejo Livros, da Realejo Edições e criador da Tarrafa Literária. Tahan também estará no evento sobre tendências do mercado editorial.

Os profissionais que farão parte das mesas são formadores de opinião e pessoas que atuam de forma preponderante no ramo. Os eventos acontecerão em espaços que contribuem para a cultura. “É preciso ressaltar que todos os envolvidos, entre debatedores e espaços onde ocorrerão os eventos, aceitaram participar do projeto de bom grado, comprovando o envolvimento e o comprometimento de todos com a disseminação cultural”, conclui Azenha.


Abaixo, a programação completa

27/03 (terça), 20h – dois eventos
- Produção e espaços de cinema
Local: Auditório do Sesc – Rua Conselheiro Ribas, 136, Aparecida
Debatedores:
- Junior Brassalotti: diretor de produção do Curta Santos, ator
- Nívio Mota: coordenador do Museu da Imagem e do Som de Santos e do Cine Arte
- Silvio Luiz: responsável pela área de audiovisual do Sesc Santos
- Thalita Afonso: produtora do Instituto Querô
Mediação: André Azenha
Gratuito
* Haverá exibição de curta-metragem antes do bate-papo

27/03, (terça), 22h10

- Lançamento da exposição fotográfica “Variantes Fotográficas”, de Rafael Ponzio, no Almanaque (Av. Bartolomeu de Gusmão, 88, perto do Sesc, em frente ao Posto 6).
* Haverá apresentação musical de Zerobeto Freire, com temas de filmes clássicos. As fotos serão divididas entre o Almanaque e a Millor, e ficarão expostas até 7 de abril.

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28/03 (quarta), 20h
- Produção e criação teatral 
Local: Café Teatro Rolidei -  Av. Sen. Pinheiro Machado, 48, 3º piso do Teatro Municipal, Vila Mathias
Debatedores:
- Claudia Alonso: coordenadora do grupo Orgone, atriz
- Miriam Vieira: atriz, diretora de teatro, em cartaz com a peça “Reclame”
- Márcio de Souza, diretor do teatro Guarany, professor, ator, produtor
Mediação: André Azenha
Gratuito, mas quem quiser pode doar uma camiseta branca em prol da Associação Projeto TAMTAM

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29/03 (quinta), 20h
- Produção cultural
Local: Auditório do Sesc - Rua Conselheiro Ribas, 136, Aparecida
Debatedores:
- Eugênio Martins Jr.: Dirige uma empresa de produção cultural, criador do projeto Jazz, Bozza e Blues, jornalista, assina o Mannish Blog
- Luiz Fernando Almeida: Ator, produtor, dirige a Superbacana Produções
 - Ricardo Vasconcellos, diretor geral do Curta Santos e da Sansex
Gratuito

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30/03 (sexta), 20h
- Artes plásticas
Local: Open House Idiomas – Rua Minas Gerais, 85, Boqueirão, entre a Rua da Paz e o Canal 3
Debatedores:
- Waldemar Lopes: pintor, já expôs em locais como Beneficência Portuguesa, Parque Balneário, entre outros
- Ana Akaui, pintora, da Oficina 44
- Chico Melo: escultor, da Oficina 44
Mediação: André Azenha
Entrada: Um quilo de alimento não perecível em prol da Casa Vó Benedita
* Haverá exposição de trabalhos desses artistas.

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31/03 (sábado), 17h – dois eventos
- Jornalismo e crítica cultural
Local: Livraria Realejo (andar superior) – Rua Marechal Deodoro, 2, Gonzaga
Debatedores:
- Chico Marques: Professor, comentarista musical do Jornal da Orla, assina o blog Alto e Claro
- Gustavo Klein: jornalista, editor do caderno Galeria, do Jornal A Tribuna
- Ricardo Prado: Jornalista, assina o Cineblog da Tribuna e edita o Cinecartógrafo
Mediação: Marco Santana: jornalista, editor do Jornal da Orla
Entrada: Um quilo de alimento não perecível em prol da Casa Vó Benedita.

31/03 (sábado), 19h15, também na Realejo (térreo)
- Lançamento da Revista Literária Mirante 76, mais antiga publicação literária independente do país, editada por Valdir Alvarenga e Sidney Sanctus
Gratuito

* Haverá Jazz, bossa e MPB ao vivo com Edinho Godoy e Theo Cancello, a partir das 18h30, na calçada em frente a livraria

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03/04 (terça), 19h30
- Design, ilustração e Infografia
Local: Cineclube Lanterna Mágica – Rua Cesário Mota, 8, 5º andar, Bloco E, Unisanta
Debatedores:
- Márcia Okida: Coordenadora e idealizadora do Curso de Graduação de Produção Multimídia da Unisanta
- Alexandre Bar: Professor, desenhista
- André Reis: Professor
Mediação: André Azenha
Gratuito

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05/04 (quinta), 20h
- Criação literária
Local: Millor Revistaria e Cybercafé – Rua Marechal Deodoro, 7, Gonzaga
Debatedores:
- Ademir Demarchi: Escritor, editor, criador do selo Sereia Ca(n)tadora e da revista Babel
- Madô Martins: Jornalista, escritora, publicou dez livros, cronista de A Tribuna
- Regina Alonso: Escritora com vários livros publicados e prêmios conquistados, coordena os grupos Outras Palavras, Café com Letras
Mediação: Marcelo Rayel: escritor, colunista do CineZen
Entrada: Um quilo de alimento não perecível em prol da Casa Vó Benedita

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06/04 (sexta), 20h
- Criação e espaços na música
Local: Almanaque (novo endereço, na rua Euclides da Cunha, 97, Gonzaga)
Debatedores:
- Julinho Bittencourt: músico, cantor, compositor, jornalista, fundador do Torto MPBar
- Wagner Parra: Produtor, DJ, dirige a Disqueria
Mediação: André Azenha
Entrada: Um quilo de alimento não perecível em prol da Casa Vó Benedita
* Haverá apresentação musical de Julinho Bittencourt após o bate-papo

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07/04 (sábado), 20h
- Tendências do mercado editorial
Local: Ao Café – Av. Siqueira Campos, 462, Boqueirão, esquina do canal 4 com a rua Lobo Viana
Debatedores:
- José Luiz Tahan: Livreiro, editor, criador e direto da Realejo Livros, da Realejo Edições e da Tarrafa Literária, cronista
- Valdir Alvarenga: Escritor, editor da revista literária Mirante
- Vieira Vivo: escritor, editor da revista Cabeça Ativa e da Edições Costelas Felinas
Mediação: Marcelo Rayel
Entrada: Um quilo de alimento não perecível em prol da Casa Vó Benedita

 Fonte: André Azenha - editor CineZen e CulturalMente Santista


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A origem das línguas

Como surgiram os idiomas falados no planeta? Artigo publicado  na revista ‘Science’ sugere que eles têm uma origem comum e anterior ao que se acreditava. O linguista Carlos Alberto Faraco, da Universidade Federal do Paraná, comenta a pesquisa e o que se sabe até agora sobre esse tema.
O linguista conta que atualmente não há uma hipótese única para explicar a origem da linguagem, mas sim possibilidades mais ou menos plausíveis. Segundo ele, esse é um assunto que exige muita cautela, pois não há indícios do que realmente aconteceu. “A linguagem verbal é imaterial, não deixa rastro ou fóssil linguístico”, completa.
Atualmente, trabalha-se com duas hipóteses: a monogênese, que sustenta que havia uma única manifestação da linguagem verbal, da qual derivaram as outras; e a poligênese, segundo a qual houve vários idiomas no início da humanidade.
Faraco explica que questões-chave dessa área, como o processo de diversificação das línguas, ainda não são totalmente compreendidas. Mas, segundo ele, observa-se, mesmo nos idiomas modernos, uma contínua fragmentação em outras línguas.
O linguista afirma que a fonologia, ciência que estuda a fonética das línguas, contradiz a conclusão da pesquisa publicada na Science, que sugere que quanto mais distante um idioma está da África, onde surgiu a espécie humana, menos fonemas ele terá. “Temos que saber o que o autor chama de fonema e por que ele não fez uso do conhecimento fonológico disponível”, observa Faraco.
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FATOS HISTÓRICOS
27 de março

NASCIMENTO DO ESCRITOR ALEMÃO LUDWIG HEINRICH MANN

Ludwig Heinrich Mann, escritor alemão, nasceu em Lübeck, no dia 27 de Março de 1871. Faleceu em Santa Mônica, Califórnia, em 12 de Março de 1950.
Era filho de um senador alemão e de uma brasileira. Em 1889 foi trabalhar como aprendiz numa livraria de Dresden e nos dois anos seguintes numa editora em Berlim. Publicou vários ensaios políticos e críticas culturais. “O Súbdito”, livro escrito em 1914, é considerado a sua obra-prima.
Escreveu vários ensaios sobre grandes figuras da literatura, como Goethe, Voltaire, Flaubert, George Sand, Émile Zola e Victor Hugo. Heinrich é o irmão mais velho do também escritor Thomas Mann.
Em 1931, foi presidente da secção de poesia da Academia Prussiana das Artes. Em 1933, após o acesso de Hitler ao poder, foi obrigado a deixar a Academia. Abandonou a Alemanha e fugiu para França (Paris e Nice), exilando-se depois nos Estados Unidos, com passagem por Espanha e por Portugal.
Depois da guerra, em 1949, foi nomeado presidente da Academia Alemã das Artes de Berlim Leste. Morreu no ano seguinte, na solidão e sem dinheiro, antes de ter podido regressar à República Democrática Alemã como tinha idealizado. Os seus restos mortais só foram trasladados para Berlim onze anos mais tarde. Em sua honra e memória foi instituído um prêmio literário, o “Heinrich-Mann-Preis”.