quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Olá pessoal.
Espero que apreciem mais um miniconto, "A viagem de Virgínia".
Para quem gosta de poesia, tem o "Cantinho da Poesia", do escritor Marcos Henrique Martins.
Além disso, alguns vídeos interessantes estão postados.
Boa leitura.
Um beijão,
Miriam

A viagem de Virgínia



   Depois de dirigir por horas, o carro de Virgínia simplesmente parou. Com o celular sem sinal, naquela estrada escura, ela não tinha a quem recorrer.         
Após seis horas sem passar ninguém, o frio e o medo começaram a tomar conta de Virgínia. Era quase meia-noite e a lua estava cheia. De longe ela avistou faróis se aproximando e iluminando o caminho. Dois homens grandes chegaram e rebocaram o carro dela até um posto mais próximo.
  A tranqüilidade durou pouco. Logo Virgínia observou olhares estranhos e risos sinistros. As conversas ela não mais as escutava. Trovões ecoaram pela estrada, que parecia sem fim. Virgínia começou a ter calafrios e o pavor a dominou. Não conseguia mais distinguir os rapazes, que a ela, não pareciam mais humanos. Desesperada, ela saltou do carro quando chegaram ao posto e atravessou a via correndo tentando escapar das criaturas. Um clarão surgiu em sua direção e com o impacto, ela não viu mais nada...
- Pois foi isso que aconteceu seu guarda, explicava um dos rapazes. Começou a chover e a moça saltou do automóvel assustada e correu por entre os arbustos. Nós gritamos e tentamos alcançá-la, mas não deu tempo, pois um raio a acertou em cheio. Coitada, ainda não entendemos o que a fez agir assim...

sábado, 25 de fevereiro de 2012

             Alucinações


   Quando deu por si, estava sozinha em casa. O marido havia saído e como ela cochilava, ele não a acordou. Tentou não entrar em pânico. Ligou a televisão para se distrair. Rodou quase todos os canais e nada a satisfazia.
   Com o coração disparado, ela a
 um lado para outro, entrava e saia dos cômodos, mas a sensação de que alguém a observava foi tomando conta de seus pensamentos, de suas ideias, que já não distinguiam mais nada.
   De repente, a casa ficou sem luz. Passos ecoavam do andar de cima.
   Cambaleando e se arrastando ela caminhou até a cozinha para pegar uma lanterna. As mãos tremiam demais e o equipamento caiu ao chão, quebrando-se. Nisso, um vulto enorme passa pela copa. A mulher se escondeu atrás da geladeira. Gélida e sem voz ela sentiu a presença da enorme figura parada na entrada da cozinha e um som estridente tomou conta do lugar. A pobre esposa num impulso saiu correndo pela porta da cozinha. Tropeçou nos degraus, caiu e bateu com a cabeça.
  Após o enterro, Renato foi para a casa de um tio. Mesmo sendo esquizofrênica, Mariana fora sua eterna paixão. Consolado por ser uma doença sem cura, ele tentava se restabelecer.

... Depois de uns dias o marido retorna a casa.
    Encontra objetos quebrados por todo o quarto.
    Os batentes da copa e da cozinha arranhados...


                       O amor de Cláudio

Para Cláudio, estar com sua pequena filha de 10 anos era uma imensa felicidade. Ambos se divertiam muito. A Cláudio lhe foi delegado o acompanhamento escolar de Laura, pois era professor aposentado.
Ao chegar à escola, beijava a criança e dizia que estaria lá no final da tarde; isso a tranqüilizava.
Mal acabara a aula e o pai ansioso já esperava abrir-se o portão e ver sua linda menina de longos cabelos negros surgir por entre as crianças. Porém, certa tarde, Cláudio se atrasou. Aflita por não ver o pai na porta da escola, a menina entrou em pânico. Nisso, ele apareceu no portão. Cumprimentou as tias e abriu os abraços para acalentar a filha. De mãos dadas, eles deixaram o colégio.
- Rosana, disse umas das professoras, não agüento ver o senhor Cláudio aqui.
- Eu também! Ele age como se a filha ainda estivesse entre nós. Coitado, carrega a malinha dela para lá e para cá... Isso me aterroriza!
Cláudio olha carinhosamente para a filha e lhe fala:
- Não chore querida! Papai sempre estará com você!


CANTINHO DA POESIA

Átila Siqueira Escritor

Em meio a mil pessoas.
Em meio a mil prédios.
Sozinho na solidão.
Sozinho na multidão.

Perdido
Em meus pensamentos,
Em meio a mil vozes,
A mil palavras
Sem importância.
Em meio a mil seres.
Sozinho no meio da massa.

Amigos que vão e vem.
Palavras de consolo.
Palavras de crueldade.
Vida obsoleta e vazia.
Vida que não significa nada.

Escrevo, leio,
Estudo, vegeto.
Vivo sem nada esperar.
Enterro-me nos trabalhos
De meu novo romance.
Escrevo o dia inteiro
Para acabar com a vida
Que demora a passar.

Subo em um prédio
Na noite escura
E penso em pular.
Ando por ruas desertas,
Aprecio as estrelas,
O infinito céu,
E o belo luar.

E pergunto-me
Se há alguém no universo,
Em algum planeta distante,
Que está como eu,
Sem nada da vida esperar.

Um dia após o outro,
Manhã, tarde e noite,
Vejo a vida passar,
Sem esperanças,
Sem anseios,
Sem minha amada.
Rezo para que
A velhice e a morte
Não tardem a chegar.

Átila Siqueira.


Perfume
(Mariano Da Rosa)


“Nenhum outro perfume senão a fragrância
Cítrica dos sagrados ângulos agudos,
Das fronteiras fisiológicas do teu Nicho
Vulcânico, feito de Abismos, Ilhas, Grutas,
Atalhos virgens, Berços do Bem e do Mal,
Pré-Históricas covas sem fim, nem começo!...

E nada além de um verbo sujo em tua boca
Gotejando em mitológicos “ais-gravìdicos”...
E a interjeição cuspida sem pudor, saliva
Que despe o “Eu-de-Argila-e-Sangue”, secreção
De Medo, Desejo, Espanto - Dor... transbordando
Dos teus lábios, em sílabas sem nexo, aos meus!

Nenhuma interrogação, só as reticências
Que rasgam a indumentária da Vaidade,
Capricho, que entre a Medula e a Epiderme esconde
Um Labirinto de Libídica Emoção,
Uma Intersecção de Afeto e Instinto – “Deus-Homem”,
“Mulher-Anjo”: “Agônico-Nó-de-Sede-e-Fome”!

Ah! Eu, maiúsculo, em tuas mínimas mãos,
Refém das armadilhas do corpo mamífero,
Ora Éden Terreno, ora Céu Infernal!...
“Eu-Tu”: Pronome (Inter)pessoal - Substantivo;
Ponto Máximo de uma Cadeia de Átomos!...
“Nós”: Dízima periódica de prazer!!!” [Mariano da Rosa*]

*Verbo Sujo, Húmus, inédito


                             Me ame
(Marcos Henrique Martins)

Não me ame em cristo;
Não me ame crucificado;
Não me ame em espírito;
Não me ame e perdoe meus pecados.

Por hoje é só. Solidão que aflora, dentro de meu ser, que já está sonolento de mais para questionar vans filosofias.
Não me ame por parábolas;
Não me ame através de sacrifícios;
Não me ame e queira se matar.

Quantos ainda estão no portão do paraíso, decidindo se vão ou não entrar?
Quantos gritam e não são ouvidos, nessa terra longa e fosca, quente e podre, oca e surda, seus pulmões já a sangrar.
Quantos pedem por si e por outros em tempo de desilusão?
Quantos podem ser tocados por amargas – ilusão -.

Não me ame em vida;
Não me ame em morte;
Apenas, me ame como ser frágil e insignificante que sou;
Apenas, me ame como um ser humano, tão nobre e tão falho da forma exata que você me moldou.     
------------------------------------------------------
RELíQUIA - "Caminhos de um Templo Egípcio VOL 1"

Poderia mesmo existir submerso em pleno Deserto Egípcio, um templo gigantesco, repleto de mistérios e segredos, de riquezas e armadilhas mortais... o recanto de uma joia diabólica capaz de aterrorizar a mente humana e revelar até a origem de nossa existência?
RELíQUIA – “Caminhos de um Templo Egípcio” – traz para a Literatura Brasileira o verdadeiro espírito Hollywoodiano, em 2 volumes recheados de ação e aventura... fantasia e ficção... muito humor, suspense e terror... romance e erotismo. Um enredo sensacional, baseado na teoria dos Antigos Astronautas, misturando religião, egiptologia e ufologia com extrema inteligência, nos fazendo refletir sobre a grandeza do Universo e sobre a possibilidade de Deus não ser como imaginávamos. Sem dúvida... diversão e entretenimento até para os leitores mais exigentes!



Criação de Book Trailer com qualidade cinematográfica, seu livro como um filme em Hollywood.

---------------------------------------------------------------------------------
       MOSTRA SOBRE NOVELAS

Para os amantes das telenovelas, abre ao público no dia 29/2, a mostra 60 anos da Telenovela Brasileira, com entrada gratuita no SESC Santos.
A exposição, que conta com mais de 200 peças de antigas produções, faz referência às novelas O Bem-Amado, Beto Rockfeller, A Viagem, Salvador da Pátria, Dancing Days, Duas Caras e outras.
A mostra fica até dia 30 de março, das 13 às 21h30, de terça-feira a domingo.
O SESC Santos fica na Rua Conselheiro Ribas, 136, Aparecida.
Telefone: (13) 3278-9800.

Fonte: jornal A Tribuna, de 25/2/2012
        NOVAS ANTOLOGIAS 

Para quem gosta de escrever contos fantásticos, participe e mande sua história até dia 5 de março para as antologias:
-Universo Zumbi

-Universo Robô
-Artefatos (objetos mágicos que corrompem)
Da All Print Editora.
E-mail: ademir@cranik.com /  cranik@cranik.com