segunda-feira, 16 de julho de 2018


Cantinho da Poesia Ao jardim, o mundo
Poema de Walt Whitman

Bom dia amigos, excelente início de semana a todos nós.
Destaco na coluna Cantinho da Poesia de hoje um pouco de Walt Whitman, espero que gostem.
Abraços,


Ao jardim, o mundo

 

Ao jardim, o mundo, renovado em ascensão,
Parceiros potentes, filhas, filhos, em prelúdio,
O amor, a vida de seus corpos, ser e sentido,
Curioso, contemple aqui minha ressurreição, após o sono;
Os ciclos em revolução, em seu amplo movimento, aqui me trouxeram outra vez,
Amoroso, maduro – tudo belo para mim – tudo maravilhoso;
Meus membros, e o fogo trêmulo que folga neles, pelos mais maravilhosos motivos;
Existindo, eu perscruto e penetro ainda,
Contente com o presente – contente com o passado,
Ao meu lado, ou atrás de mim, Eva me seguindo,
Ou à frente, e eu a segui-la do mesmo jeito.

  

Walt Whitman

Walt Whitman (1819-1892), poeta, ensaísta e jornalista nasceu em West Hills, Huntington, em Nova Iorque, Estados Unidos, no dia 31 de maio de 1819. Foi considerado um dos maiores poetas dos Estados Unidos, uma voz a serviço da democracia. Paulo Leminski o considerava o grande poeta da Revolução americana, como Maiakovsky seria o grande poeta da Revolução russa.
Trabalhou como jornalista no Broadway Journal, onde assinava crítica de ópera e teatro, relatos de jogos de baseball, crônicas do dia a dia, artigos sobre a questão escravagista, pequenos contos etc. Em 1842 publicou o livro “Franklin Evans”.
Em 1845, Walt Whitman regressou para o Brooklyn e durante um ano escreveu para o Long Island Star. Entre 1846 e 1848 trabalhou como editor do Daily Eagle. Ainda em 1848 editou o Freeman Brooklyn, e no ano seguinte instalou uma tipografia e uma papelaria. Em 1855 publica “Leaves of Grass”, um volume de poesias, com 100 páginas que não traz o nome do autor nem do editor. Criticada por uns e elogiada por outros, a obra foi considerada obscena para seu tempo.


Ao longo de sua vida, o escritor se dedicou a rever e completar o livro de poesias, que teve oito edições. Na segunda edição, em 1856, a obra já apresentava o nome do autor na capa. Com 32 poemas, entre eles estava o poema (Song of Myself) “Canção de Mim Mesmo”. Em 1860, um autor já reconhecido, vai a Boston para o lançamento da 3ª edição, com 154 poemas.
Em 1871, ano da emancipação dos negros e da publicação da XIV Emenda à Constituição, que lhes dá o direito ao voto, Whitman declama, na Exposição Internacional de Nova Iorque, alguns poemas inéditos, publicados na 5ª edição de Leaves of Grass. O livro já contava com 273 poemas. Nesse mesmo ano, publica “Democratic Vistas”, onde questiona a corrução social e política daquele tempo.
Walt Whitman faleceu em Camden, New Jersey, Estados Unidos, no dia 26 de março de 1892.

Fonte: ebiografia; wikipedia; Google

domingo, 15 de julho de 2018


“A Biblioteca que eu vi”
Mostra na Biblioteca Mário de Andrade

A exposição ocupa o primeiro e terceiro andar da Biblioteca Mário de Andrade (BMA), em São Paulo com obras de 12 artistas pertencentes ao grupo Pigmento, além de obras, livros e objetos do acervo da própria biblioteca. Pensada para dialogar com o prédio da BMA e também com o que ele representa, a realização é da Casa Contemporânea com curadoria de Marcelo Salles.
Doze artistas do grupo Pigmento participam dessa mostra realizada pela Casa Contemporânea, que tem como tema o edifício da principal biblioteca pública de São Paulo e sua relação com a cidade e frequentadores.
A Biblioteca Mário de Andrade, fundada em 1925, é a principal biblioteca pública da capital paulista e a segunda maior do país – atrás apenas da Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro. Para essa exposição, os artistas foram convidados a pensar de forma ampla o espaço físico da biblioteca e todas as suas possibilidades.


O Grupo Pigmento é formado por doze artistas visuais que priorizam a linguagem da pintura: Adriana Pupo, Céci Pastore, Cyra de Araújo Moreira, Elisa Bueno, Fábio Hanna, Helena Carvalhosa, Lilian Camelli, Mariana Mattos, Marina de Falco, Renata Pelegrini, Rosana Pagura e Vera Toledo.
Para o curador da exposição, a proposta é usar a arte para abordar relações urbanas e arquitetônicas, a presença dos livros, conhecimento partilhado, novas tecnologias e a história e cultura do país. Além dos trabalhos dos artistas do Pigmento, “A Biblioteca que eu vi” também reúne obras, livros, objetos e documentos do acervo da própria biblioteca, em um total de mais de 100 itens, entre pinturas, fotos, objetos, instalações, livros de artista, desenhos, livros e documentos do acervo.


Serviço:
A Biblioteca que eu vi
Quando: até 12 de agosto - diariamente, das 8h às 18h
Local: Biblioteca Mário de Andrade (térreo e 3º andar)
Endereço: Rua da Consolação, 94, Centro, São Paulo
Telefone: (11) 3775-0027
Entrada gratuita
Mais informações: 

sábado, 14 de julho de 2018


 “A Bruxa Morgana contra o infalível senhor do tempo”

Está na hora de matar a saudade de uma das personagens mais queridas do Castelo Rá Tim Bum! O espetáculo “A Bruxa Morgana contra o infalível senhor do tempo”, com a atriz Rosi Campos está em cartaz no Teatro Porto Seguro.


Na peça, a atriz promove uma celebração à Bruxa Morgana, personagem que eternizou na série. A montagem reúne música, dança e aventura para comemorar o aniversário bruxesco junto com as crianças, em uma grande festa. O espetáculo une cultura, história, aventura, mistério, desenvolvendo a sensibilidade, o conhecimento e valores humanos de fundamental importância como companheirismo, solidariedade, amor e união.

Serviço:
A Bruxa Morgana contra o infalível senhor do tempo
Quando: até dia 29 de julho - sábados e domingos, às 15h
Local: Teatro Porto Seguro - Alameda Barão de Piracicaba, 740, Campos Elíseos, São Paulo
Mais informações: (11) 3226-7300
Entrada: de R$ 20 a R$ 50 

sexta-feira, 13 de julho de 2018


Dica cultural gratuita no SESI Santos
Peça teatral Ãrrã


Com saltos no tempo e no espaço, Ãrrã é o novo trabalho da Cia. Empório de Teatro Sortido e acontece nos dias 13 e 14 de julho, sexta e sábado, às 20h. A peça envolve o público em situações que passam despercebidas no cotidiano dos grandes centros urbanos, marcados pelo imediatismo do século XXI. Os ingressos gratuitos podem ser reservados pelo sistema Meu SESI, no site www.sesisp.org.br/meu-sesi
Quando os singelos conflitos do dia a dia tornam-se invisíveis aos olhos desatentos, Ãrrã retrata diferentes contextos ligados por um só conceito: a relação com o outro. Com um plano sequencial onde dois intérpretes se desdobram em múltiplos personagens, a história se transforma a cada cena. Enquanto o início se passa em um concerto de violoncelo, no próximo momento nos deparamos com a angústia de um garoto que visita o planetário pela primeira vez. Mais adiante, a sensibilidade de um homem solitário que encontra na voz do GPS a companhia que lhe faltava.
As cenas, em constante mutação, confundem a noção de tempo e espaço com elipses, diálogos variados e atores que chegam a interpretar mais de um personagem ao mesmo tempo. Sem pausas, o espetáculo constrói uma teia de conexões, cuja principal característica – a ligação entre tudo e todos – representa o mundo moderno marcado pelo uso da internet. Enquanto o corpo físico não pode habitar dois lugares simultaneamente, a rede da tecnologia nos leva a um pensamento sem fronteiras.
Ãrrã é o segundo espetáculo da trilogia Placas Tectônicas, sendo o primeiro Não Nem Nada (2014). Faz parte de uma dramaturgia disposta a investigar sobre os encontros radicais de alteridade e os diferentes papéis que o outro pode assumir nas relações interpessoais. Em um tom moderno e descontraído, a peça instiga o espectador a se conectar com o mundo de forma livre, intensa e guiada pela imaginação.

Serviço:
Peça teatral Ãrrã
Quando: dias 13 e 14/07, às 20 horas
Local: SESI Santos - Av. Nossa Senhora de Fátima, 366, Jardim Santa Maria
Duração: 70 minutos
Classificação indicativa: Livre
Modalidade: Adulto
Gênero: Comédia
Mais informações: (13) 3209-8210
Entrada gratuita
Reservas antecipadas pelo Meu SESI (www.sesisp.org.br/meu-sesi)
Uma cota dos ingressos serão distribuídos a partir de 01 hora antes do início do espetáculo

quinta-feira, 12 de julho de 2018


Coluna Dicas da Língua Portuguesa
Expressões Redundantes

Olá amigos, excelente dia a todos nós. Friozinho gostoso aqui na Baixada Santista, amo!
Na coluna Dicas da Língua Portuguesa de hoje, vamos relembrar Expressões Redundantes, que estão presentes quase sempre na linguagem e muitas vezes, não nos damos conta. Acompanhe:

Quando ocorre redundância?
Quando, numa frase, repete-se uma ideia já contida num termo anteriormente expresso. Assim, as construções redundantes são aquelas que trazem informações desnecessárias, que nada acrescentam à compreensão das mensagens. No dia a dia, muitas pessoas utilizam tais expressões sem perceber que, na verdade, são inadequadas.
Exemplos:

-Eu e minha irmã repartimos o chocolate em METADES IGUAIS.

-O casal ENCAROU DE FRENTE todas as acusações.

-Adoro tomar CANJA DE GALINHA.

-O estado EXPORTOU PARA FORA menos calçados este ano.

-Quando AMANHECEU O DIA, o sol brilhava forte.

-Tiradentes teve sua CABEÇA DECAPITADA.

-A criança sofreu uma HEMORRAGIA DE SANGUE e foi parar no hospital.

-HÁ muito tempo ATRÁS fui a Portugal.

-Ela é LOUCA DA CABEÇA!

-O rapaz se INFILTROU DENTRO da festa sem ser convidado.
O verbo infiltrar já indica "para dentro"

-Pessoal, não vamos ADIAR PARA DEPOIS esta reunião!

-Será que tenho OUTRA ALTERNATIVA?
A palavra alternativa significa "outra opção". A forma correta seria: "Será que tenho alternativa?"

-Eu e meu marido CONVIVEMOS JUNTOS durante dois anos.

-A professora ACRESCENTOU MAIS UMA ideia ao projeto.

Fonte: site soportugues

quarta-feira, 11 de julho de 2018


Cursos gratuitos
Desenvolvimento do Papel Pessoal e Profissional nas Organizações

Série de cursos discute papel do funcionário, suas funções e responsabilidades.

Alguns problemas como ruídos de comunicação, desorganização, estresse e falta de perspectivas profissionais e pessoais, assombram a rotina do colaborador e, por consequência, da empresa. Pensando na melhoria do ambiente corporativo, o SESI-SP elaborou um programa que contempla ações educativas que podem ser realizadas separadamente ou agrupadas conforme a necessidade de cada um.
O objetivo é proporcionar reflexão sobre o papel pessoal e profissional dos funcionários, o conhecimento e a valorização de suas competências, a autorrealização, o resgate da autoestima, o significado do trabalho e o seu reconhecimento como fonte de identidade.


Cursos:
-Papel Profissional e o sentido do trabalho;
-Postura Social, Profissional e Comunicação no Ambiente do Trabalho;
-Gestão do Tempo.
Duração: 4horas

Palestra:
Higiene Pessoal no Ambiente de Trabalho.
Duração: entre 1 h e 2h.

Informações:
Na Secretaria Única (13) 3209-8229
Av. Nossa Senhora de Fátima, 366, Jardim Santa Maria, Santos.  

terça-feira, 10 de julho de 2018

III Encontro de Museus-Casas Literários: “Cidade & Acessibilidade”
Dias 13 e 14, gratuito
O papel dos museus-casas nas cidades contemporâneas como agentes de acessibilidade será o destaque da programação deste ano do III Encontro, promovido pela Rede de Museus-Casas Literários, conta com participantes do Estado de São Paulo e de outras regiões do país.

O Encontro de Museu-Casas Literários visa à participação de instituições com perfil de museu-casa que podem ser distinguidos como espaços focados em literatura, em âmbito nacional. O evento, coordenado por Ivanei da Silva e Marcelo Tápia  tem como um de seus objetivos promover a troca de experiências entre instituições fundamentalmente relacionadas a personalidades da literatura, por meio de profissionais a elas ligados, ou cujo campo de estudos se associe a tal segmento.
É destinado a profissionais e estudantes das áreas de museologia, arquivologia, biblioteconomia, letras (línguas, literatura, teoria literária e tradução), artes plásticas, artes cênicas, história, sociologia, turismo e afins, bem como a representantes da comunidade acadêmica e de instituições públicas, e, de modo geral, a interessados em museus e cultura.

Programação completa
13 de julho, sexta-feira, das 18h às 20h30
Local: Casa Mário de Andrade
Endereço: Rua Lopes Chaves, 546 – Barra Funda, SP

18h
Mesa-redonda: “Cidade & Acessibilidade”

- Davidson Kaseker – Coordenador do Sistema Estadual de Museus da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo – SISEM-SP
- Jurema Seckler – Diretora do Museu Casa de Rui Barbosa (Rio de Janeiro)
- Marcelo Mattos Araujo – Presidente do Instituto Brasileiro de Museus – IBRAM (Distrito Federal)
- Marcelo Tápia – Diretor da Rede de Museus Casas Literários de São Paulo
- Mário Chagas – Diretor do Museu da República / IBRAM (Rio de Janeiro, RJ)
- Regina Célia Pousa Ponte – Coordenadora da Unidade de Preservação do Patrimônio Museológico da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo – UPPM-SEC-SP
- Renata Motta – Presidente do Comitê Brasileiro do Conselho Internacional de Museus (ICOM)
- Mediador: Ivanei da Silva – Museólogo da Rede de Museus-Casas Literários de São Paulo

19h – 19h30
Visita às exposições da Casa Mário de Andrade

19h30 – 20h30
Palestra: “Museus: uma poética da contemporaneidade”

- Mário Chagas– Diretor do Museu da República / Ibram (Rio de Janeiro, RJ)



14 de julho, sábado, das 9h às 21h

9h às 11h45
Local: Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura
Endereço: Av. Paulista, 37 – Bela Vista


9h – 10h
Palestra: "Plano Museológico:  o projeto da Rede de Museus-Casas Literários de São Paulo"

Cecília Machado – Museóloga, coordenadora do Curso Técnico em Museologia da Escola Técnica Estadual Paula Souza – ETEC – Parque da Juventude (São Paulo)


10h15 – 11h45
Mesa-redonda:  Ações educativas e acessibilidade na Rede de Museus-Casas Literários de São Paulo

- André Bispo – Educador da Casa das Rosas Casa das Rosas (São Paulo, SP)
- Priscila Souza - Educadora surda, Caixa Cultural Sé (São Paulo, SP)
- Greissy Rezende – Educadora da Casa Mário de Andrade (São Paulo, SP)
- Rafael Veloso - Educador da Casa Guilherme de Almeida (São Paulo, SP)
- Mediadora: Alexandra Rocha – Supervisora dos Núcleos de Ação Educativa da Rede de Museus-Casas de Literatura de São Paulo (São Paulo, SP)


11h45
Deslocamento para a Casa Guilherme de Almeida
Rua Macapá, 187 – Pacaembu

12h30 – 13h30
Visita ao museu Casa Guilherme de Almeida

13h30 – 13h45: Apresentação do performer surdo Leo Castilho e Thiago Santos

13h45
Deslocamento para o Anexo da Casa Guilherme de Almeida
Rua Cardoso de Almeida, 1943 – Pacaembu

14h – 15h
Mesa-redonda: “Acessibilidade Cultural na Rede de Museus-Casas Literários de São Paulo”

- Donny Correia – Coordenador de Programação Cultural da Rede de Museus-Casas Literários de São Paulo (São Paulo, SP)
- Daniel Moreira -  Coordenador de Gestão Cultural da Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura (São Paulo, SP)
- Júlio Mendonça – Coordenador do Centro de Referência Haroldo de Campos – Casa das Rosas Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura (São Paulo, SP)
- Marcelo Tupinambá -  Coordenador Cultural da Casa Mario de Andrade (São Paulo, SP)
- Reynaldo Damázio – Coordenador do Centro de Apoio ao Escritor – Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura (São P Paulo, SP)
- Simone Homem de Mello – Coordenadora do Centro de Estudos de Tradução Literária da Casa Guilherme de Almeida (São Paulo, SP) – Participação gravada em vídeo.
- Mediador: Marcelo Tápia – Diretor da Rede de Museus Casas-Literários de São Paulo (São Paulo, SP)

15h – 16h30
Mesa-redonda: “Projetos de acessibilidade”

- Amanda Tojal – Museóloga e consultora de acessibilidade em museus e instituições culturais
- Ana Beatriz Linardi - Coordenadora adjunta do curso de Design da Facamp – Faculdades de Campinas e coordenadora das atividades de pesquisa em Design
- Marina Baffini – Especialista em acessibilidade para pessoas com deficiência em museus, escolas, institutos culturais e empresas
- Silvia Arruda – Arquiteta com especialização em acessibilidade em edifícios e exposições
- Mediadora:  Jurema Seckler – Diretora do Museu Casa De Rui Barbosa (Rio de janeiro, RJ)

16h30 – 16h45
Coffee-break

16h45 – 18h
Mesa-redonda: “Desafios da acessibilidade em diferentes regiões”

- Amanda Aparecida Vieira Lopes – Arquiteta, autora do projeto de exposição do Museu Tonico e Tinoco (Pratânia, SP)
- Antonio Fernando Costella – Diretor do Museu Casa da Xilogravura (Campos do Jordão, SP)
- Jamille Barbosa – Museu-Casa Magdalena e Gilberto Freyre (Recife, PE) 
- Maria Cristina Lopes – Museu Monteiro Lobato (Taubaté, SP)
- Rafael José Barbi – Projeto de exposição do Museu Tonico e Tinoco (Pratânia, SP)
- Ricardo Pecego – Diretor de Cultura da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Itapira / Casa Menotti Del Picchia (Itapira, SP)
- Mediador: Davidson Kaseker – Coordenador do SISEM-SP

18h30
Lançamento do livro O Pensamento Museológico de Gilberto Freyre, de Mário Chagas e Gleyce Kelly Heitor
Lançamento do Catálogo do Museu-Casa da Xilogravura (Campos do Jordão, SP)
Lançamento da Breve Antologia Poética de Guilherme de Almeida em Braille (Casa Guilherme de Almeida, São Paulo)

19h
Encerramento

- Apresentação da Cia. De Rodas para O Ar – Direção: Clayton Brasil


Todas as mesas-redondas e palestras programadas para o evento serão traduzidas simultaneamente para LIBRAS – Língua Brasileira de Sinais.

Grátis


segunda-feira, 9 de julho de 2018


Coluna Cantinho da Poesia
Guilherme de Almeida, o poeta da Revolução

Olá amigos, bom dia e bom feriado.
O Cantinho da Poesia de hoje é especial à Revolução de 32, feriado somente no Estado de São Paulo.
Aproveitem o dia, abraços,
Míriam

Poesia Nossa Bandeira

Bandeira da minha terra,
Bandeira das treze listas:
São treze lanças de guerra
Cercando o chão dos paulistas!

Prece alternada, responso
Entre a cor branca e a cor preta:
Velas de Martim Afonso,
Sotaina do Padre Anchieta!

Bandeira de Bandeirantes,
Branca e rota de tal sorte,
Que entre os rasgões tremulantes,
Mostrou as sombras da morte.

Riscos negros sobre a prata:
São como o rastro sombrio,
Que na água deixara a chata
Das Monções subido o rio.

Página branca-pautada
Por Deus numa hora suprema,
Para que, um dia, uma espada
Sobre ela escrevesse um poema:

Poema do nosso orgulho
(Eu vibro quando me lembro)
Que vai de nove de julho
A vinte e oito de setembro!

Mapa da pátria guerreira
Traçado pela vitória:
Cada lista é uma trincheira;
Cada trincheira é uma glória!

Tiras retas, firmes: quando
O inimigo surge à frente,
São barras de aço guardando
Nossa terra e nossa gente.

São os dois rápidos brilhos
Do trem de ferro que passa:
Faixa negra dos seus trilhos
Faixa branca da fumaça.

Fuligem das oficinas;
Cal que a cidades empoa;
Fumo negro das usinas
Estirado na garoa!

Linhas que avançam; há nelas,
Correndo num mesmo fito,
O impulso das paralelas
Que procuram o infinito.

Desfile de operários;
É o cafezal alinhado;
São filas de voluntários;
São sulcos do nosso arado!

Bandeira que é o nosso espelho!
Bandeira que é a nossa pista!
Que traz, no topo vermelho,
O Coração do Paulista!

Guilherme de Andrade Almeida
Considerado o “Poeta da Revolução”, exerceu a advocacia e também foi um competente jornalista, sendo redator do “O Estado de São Paulo”, diretor da “Folha da Manhã” e da “Folha da Noite”, fundador do “Jornal de São Paulo” e redator do “Diário de São Paulo”.
No ano de 1917, ele publicou seu livro de poesias, “Nós”. Anos depois, em 1922, foi participante assíduo da Semana de Arte Moderna e seu escritório serviu de redação para os fundadores da revista “Klaxon”, mania da época.
Após auxiliar nesse processo de desenvolvimento artístico e intelectual de São Paulo, Almeida percorreu o país difundindo suas ideias de renovação. Seus livros “Meu” e “Raça”, ambos de 1925, são fiéis à temática brasileira e ao sentimento nacional.
Guilherme de Almeida seria amplamente reconhecido por seu talento com a poesia. Era um grande conhecedor dos versos e da língua portuguesa, sendo, inclusive, um excelente tradutor.  Traduziu, entre outros, os poetas Paul Géraldy (“Eu e Você”), Rabindranath Tagore (“O Jardineiro” e “O Gitanjali”), Charles Baudelaire (“Flores das Flores do Mal”), Sófocles (“Antígona”) e Jean Paul Sartre (“Entre Quatro Paredes”).

Atuação na Revolução
No ano de 1932, Almeida decidiu que ia ajudar São Paulo como pudesse. Ele desenhou os brasões de armas de várias cidades: São Paulo (SP), Petrópolis (RJ), Volta Redonda (RJ), Londrina (PR), Brasília (DF),
Guaxupé (MG), Caconde, Iacanga e Embu (SP). Compôs também um hino a Brasília, quando a cidade foi inaugurada.
Mais do que isso, Almeida foi um combatente da Revolução e, após o fim das batalhas, acabou exilado em Portugal. Anos mais tarde ele seria homenageado com a Medalha da Constituição, instituída pela Assembleia Legislativa de São Paulo.
Sua maior prova de amor ao estado de São Paulo foi o famoso o poema conhecido como “Nossa Bandeira”. Entre outras homenagens à cidade, existem os poemas “Moeda Paulista” e  “Oração Ante a Última Trincheira”. Também escreveu a letra do “Hino Constitucionalista de 1932/MMDC”, O Passo do Soldado, de autoria de Marcelo Tupinambá, com interpretação de Francisco Alves.
Foi membro da Academia Paulista de Letras; do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo; do Seminário de Estudos Galegos, de Santiago de Compostela; do Instituto de Coimbra e da Academia Brasileira de Letras.
Guilherme faleceu em 11 de julho de 1969, em sua casa da Rua Macapá, no Pacaembu, em São Paulo – a “Casa da Colina” –, onde residia desde 1946. Adquirida pelo Governo do Estado na década de 1970, a residência do poeta tornou-se o museu biográfico e literário Casa Guilherme de Almeida, inaugurado em 1979, que abriga também, hoje, um Centro de Estudos de Tradução Literária.
Como uma das grandes homenagens póstumas, ele encontra-se sepultado no Mausoléu do Soldado Constitucionalista de 1932, no parque do Ibirapuera.  Além dele, figuras como Ibrahim de Almeida Nobre, o “Tribuno de 32”; os jovens conhecidos pela sigla M.M.D.C. e do caboclo Paulo Virgínio.

Fonte: São Paulo em foco (texto) e imagens públicas (Google)