quarta-feira, 24 de maio de 2017

Fachadas do Abandono
Exposição fotográfica 

Bom dia amigos, uma ótima quarta-feira para todos nós.
Destaco para hoje uma exposição legal e cheia de história com entrada gratuita que acontece no SESI Santos, até o dia 4 de junho, espero que gostem.
Abraços, até amanhã,
Míriam


Fachadas do Abandono

A mostra apresenta casarões, sobrados e edifícios construídos na cidade de São Paulo no final do século XIX e início do século XX e que estão em processo de abandono.
O fotógrafo oferece um olhar poético, porém crítico, e estende a reflexão ao espectador na sua relação com a visualidade urbana e com a situação do patrimônio histórico-arquitetônico a sua volta.

Fotografia
O paulistano Antonio Ramirez Lopes começou a fotografar em 2004. Desde então, a partir de fotos registradas em viagens de férias ou simplesmente de seus familiares, teve despertado seu interesse pela arte da fotografia, não somente pelas técnicas, mas, principalmente, pelos encantos estéticos da imagem revelada.
Dentre os diversos temas, possui apreço especial para focar imagens do cotidiano, aparentemente simples, porém de rara beleza.

Serviço:
Exposição fotográfica Fachadas do Abandono
Quando: até dia 4 de junho – diariamente, das 9h às 17h
Local: SESI Santos – Av. Nossa Senhora de Fátima, 366, Jardim Santa Maria, Santos
Telefone: 3209-8210
Entrada gratuita



terça-feira, 23 de maio de 2017

Como dizia o poeta

Bom dia a todos vocês meus queridos amigos e uma excelente terça-feira, cheia de amor para dar com esta linda poesia de Vinicius de Moraes e Toquinho, que tal, gostaram?
É sempre bom recordar as boas palavras que vêm do fundo da alma para deixar fluir a vida e o amor.


Como dizia o poeta 

Imagem divulgação Google
Quem já passou
Por esta vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá
Pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou
Pra quem sofreu, ai

Quem nunca curtiu uma paixão
Nunca vai ter nada, não

Não há mal pior
Do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa
É melhor que a solidão

Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
Pra que somar se a gente pode dividir?
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer

Ai de quem não rasga o coração
Esse não vai ter perdão

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Pré-estreia beneficente de Z – A Cidade Perdida
Dia 30, no Cine Roxy

Olá meus amigos, uma excelente segunda-feira a todos nós.
Recebi o convite do amigo jornalista André Azenha e disponibilizo aqui na página para vocês. Trata-se de pré-estreia de filme beneficente, que acontece na próxima semana.

O Cine Roxy, em parceria com a distribuidora Imagem Filmes, realiza pré-estreia beneficente do filme “Z – A Cidade Perdida”, em prol da Associação de Ex-Alunos do Colégio Stella Maris. A sessão acontece em 30 de maio, terça-feira, 20h, no Cine Roxy 5 (Avenida Dona Ana Costa, 443, Gonzaga, Santos). O ingresso custa R$ 20 e todo o valor arrecadado será revertido à entidade.
Baseado no livro homônimo, “Z - A Cidade Perdida” conta a fantástica história real de coragem, obsessão e mistério do explorador inglês Percy Fawcett (Charlie Hunnam) em sua ousada jornada em busca do El Dorado.


 Sinopse
A verdadeira e incrível história do explorador inglês Percy Fawcett (Charlie Hunnam) que depois de se aventurar pelo mundo vai atrás de uma cidade perdida feita de ouro no coração da Amazônia, apoiado pela esposa (Sienna Miller), filho (Tom Holland) e seu ajudante (Robert Pattinson).
Duração: 2h21min.

Trailer: 

Serviço:
Pré-estreia beneficente “Z – A Cidade Perdida”, em prol da Associação de Ex-Alunos do Colégio Stella Maris 
Quando: Terça-feira, 30/05, às 20 horas
Local: Cine Roxy 5 – Avenida Dona Ana Costa, 443, Gonzaga, Santos 
Ingresso: R$ 20 (valor único)
Ingressos disponíveis com os voluntários da associação 


Colaboração: André Azenha, jornalista assessor de imprensa

domingo, 21 de maio de 2017

Era o Hotel Cambridge
Em cartaz no Cine Arte Posto 4

Olá meus amigos, um bom domingo a todos nós.
Que tal prestigiar o cinema nacional? Está em cartaz, até dia 24, “Era o Hotel Cambridge”, em três sessões com preços entre R$1,50 e R$ 3,00, confira:


O “Era o Hotel Cambridge”, dirigido por Eliane Caffé, coloca em discussão temas como a habitação no País e a imigração. No filme, refugiados recém-chegados ao Brasil dividem um velho edifício abandonado, no Centro de São Paulo, com um grupo de desabrigados. No elenco, José Dumont e Suely Franco, entre outros.
O filme está em cartaz No Cine Arte Posto 4, até a próxima quarta-feira, dia 24.

Serviço:
Era o Hotel Cambridge
Sessões às 16h, 18h30 e 21h
Local: Cine Arte Posto 4 – Av. Vicente de Carvalho, s/nº, Gonzaga, na orla da praia, próximo ao canal 3
Ingressos: R$ 1,50 (meia) e R$ 3,00 (inteira)
Informações e reservas: 3288-4009

Trailer:

sábado, 20 de maio de 2017

Virada Cultural Paulista 2017
Evento gratuito que acontece sábado e domingo

Bom dia e um ótimo sábado a todos nós.
Para quem ainda não sabe ou não leu o meu post da semana passada, neste final de semana tem mais Virada Cultural Paulista.
A edição de 10 anos continua nos dias: 27 e 28/05; e 03 e 04/06, nas seguintes cidades: Araraquara, Assis, Bauru, Botucatu, Caraguatatuba, Franca, Guarulhos, Ilha Solteira, Indaiatuba, Itapetininga, Limeira, Marília, Mogi das Cruzes, Piracicaba, Registro, Ribeirão Preto, Santa Bárbara D’oeste, Santos, São Paulo, Sorocaba, Taubaté e Votuporanga.

Acompanhe mais sobre o evento e a programação completa no site:



sexta-feira, 19 de maio de 2017

Festival Internacional de Dança

Olá meus amigos, espero que a sexta-feira seja excelente para todos nós.
Vá se programando, pois de 23 a 28 de maio acontece a 4ª edição do FIDIFEST – Festival Internacional de Dança, que acontece no Teatro Brás Cubas, em Santos, com entrada gratuita.


 FIDIFEST
Com o objetivo de promover o intercâmbio cultural e incentivar a criação de plateia, o FIDIFEST traz mais uma vez a Santos um importante espetáculo. Trata-se do Cia Tentáculo Jovem de São Paulo reunindo três trabalhos da companhia que são “O eu pele”, “Voyeur cena final” e “Onírico”.
A Cia. Tentáculo Jovem e sua sede Tentáculo Dança foram criadas em 2015 por Liliane de Grammont, bailarina, coreógrafa e diretora da Tentáculo Dança, Liliane fez parte do elenco do Balé da Cidade de São Paulo por nove anos. Antes disso, foi bailarina da Distrito Cia de Dança em Ribeirão Preto por cinco anos e aluna da renomada The Juilliard School em Nova York. Formada em Psicologia em 2006, se especializou em terapia corporal Neo-Reichiana e Psicanálise.
“A Tentáculo Dança vem para cimentar o caminho que trilho como coreógrafa e diretora cênica desde 2009 junto a diversas cias e grupos no Brasil. Agora minha pesquisa tem casa própria”, explica a diretora.
Com 50 minutos de duração e dividida em três partes, a apresentação reflete o autoconhecimento através da pele, o voyeurismo, retrata as fantasias e ilusões do indivíduo em estado de inconsciência. 

Serviço:
Festival Internacional de Dança - gratuito
Quando: de 23 a 28/05
Local: Teatro Brás Cubas – Av. Pinheiro Machado, 48, Vila Mathias, Santos
Abertura: dia 23, às 20h - retirada de ingressos uma hora antes do espetáculo
Dias 24, 25 e 26: mostra competitiva às 19h
Dias 27 e 28: às 18h30
Telefone: (13) 3226-8000  

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Ordem dos termos
Dicas da Língua Portuguesa

Bom dia amigos, hoje é quinta-feira e dia da coluna Dicas da Língua Portuguesa, com o tema sobre a ordem dos termos, que faz toda a diferença, acompanhe:

(1) Golfinho-de-dentes-rugosos (Steno bredanensis), espécie de águas profundas, encontrado no norte de ilha Comprida, litoral sul de São Paulo; animal foi removido já morto por biólogos do Projeto Boto-Cinza para análises 


(2) Parte do corpo tão ligada à sedução e à sexualidade, o formato das mamas sempre esteve submisso à ditadura da moda.
  
No texto escrito, é importante observar a ordem dos termos na frase. Se na linguagem falada a entonação cria a ênfase necessária ao entendimento, na linguagem escrita a situação é diferente. É preciso empregar os recursos de ênfase e clareza próprios da escrita.

No texto (1), uma legenda de foto, a construção “animal foi removido já morto por biólogos” convida à dupla interpretação. Por mais que o leitor deduza que o animal não foi morto pelos biólogos, o texto permite essa leitura, portanto é defeituoso. 

O que produz esse defeito é o fato de a expressão “por biólogos” vir depois de duas formas verbais, podendo estar ligada a qualquer uma delas (“removido por biólogos” ou “morto por biólogos”). A solução para o problema está na mudança de posição ou da expressão “por biólogos” ou de uma das formas verbais.

Se optássemos por aproximar “por biólogos” de “removido”, teríamos o seguinte:

“animal foi removido por biólogos do Projeto Boto-Cinza já morto para análises”, ou algo parecido:

“animal foi removido para análises por biólogos do Projeto Boto-Cinza já morto”

O problema dessas duas construções é que ambas deixam o complemento mais curto (“já morto”) depois de um elemento muito longo (“removido para análises por biólogos do Projeto Boto-Cinza”), o que não favorece a clareza.

O melhor, portanto, seria antecipar a forma verbal “morto”, e modo que ficasse distante do agente da passiva (“por biólogos”). Assim:

(1) Golfinho-de-dentes-rugosos (Steno bredanensis), espécie que vive em águas profundas, encontrado no norte de Ilha Comprida, litoral sul de São Paulo; já morto, animal foi removido por biólogos do Projeto Boto-Cinza para análises.

O segundo trecho apresenta um defeito comum: uma expressão de caráter predicativo aparece antes do sujeito ao qual se refere e faz referência não ao núcleo do sujeito, mas ao complemento dele.

Observe que a “parte do corpo tão ligada à sedução e à sexualidade” não é o formato das mamas, mas as mamas propriamente ditas. Assim, “mamas” deveria ser o núcleo do sujeito. Veja abaixo: 

Parte do corpo tão ligada à sedução e à sexualidade, as mamas sempre tiveram seu formato submisso à ditadura da moda.

Do ponto de vista da concordância, o texto acima está correto, pois “as mamas” são uma parte do corpo. Não há, portanto, necessidade de plural (“partes”).

Gostaram da dica de hoje? Pesquisei este termo “ordem dos termos”, pois noto essa deficiência na escrita diariamente no local de trabalho e sempre é bom ajudar com dicas úteis que podem ser seguidas por qualquer profissional.
Esta explicação foi pesquisada na UOL educação
Abraços,
Míriam


quarta-feira, 17 de maio de 2017

I Encontro de Museus 
da Baixada Santista

Bom dia e uma excelente quarta-feira a todos nós.
Destaco hoje em minha página uma atividade cultural interessante para quem mora na Baixada Santista, o I Encontro de Museus da Baixada Santista, evento aberto à população e gratuito.


O Museu Pelé (Largo Marquês de Alegre, 1, Valongo) sedia, nesta quinta-feira (18), o I Encontro de Museu da Baixada Santista, a partir das 9h, que irá debater, durante um dia inteiro, o papel da divulgação do patrimônio cultural, turístico e museológico da região.
O evento, organizado pelo Projeto Orla Cultural Museus, pretende reunir representantes de museus da Baixada Santista, além de integrantes do Sistema Estadual de Museus de São Paulo, entidade ligada ao governo do Estado. O encontro é aberto ao público e terá inscrições gratuitas, a partir das 8h, no próprio Museu Pelé.



Orla Cultural
Projeto composto por 15 museus, localizados em Bertioga, Praia Grande, Itanhaém, Santos e São Vicente, o Orla Cultural tem o objetivo de promover a cultura e divulgar o passado rico e histórico da região aos turistas, por meio de iniciativas compartilhadas entre as instituições.

Serviço:
I Encontro dos Museus da Baixada Santista
Quando: 18 de maio de 2017
Horário: das 8h30 às 17h40
Local: Museu Pelé – Rua Marquês de Herval, s/nº, Valongo, Santos
Telefone do Museu Pelé: (13) 3233-9670
Inscrições: meia hora antes do evento

Programação:
MANHÃ
8h30 Cadastro e Inscrição
9h – 10h A importância dos museus para as cidades: o trabalho do Sistema Estadual de Museus de SP (GT SISEM-SP)
10h10 - 10h45 Orla Cultural Museus: trajetória, articulação e propostas de desenvolvimento do setor (Beatriz Royer Massonetto)
10h4511h PAUSA
11h – 12h A história dos museus e da expografia (Ivanei Silva)
12h – 12h30  Mesa redonda: Diretor do GTCSISEM-SP: Davidson Panis Kaseker, Coordenadora da UPPM: Regina Ponte e Ivanei Silva, museólogo da Casa Guilherme de Almeida e Casa das Rosas e Representantes do Orla Cultural Museus.
12h30 – 13h45 ALMOÇO

TARDE
14h MESAS TEMÁTICAS
1ª MESA TEMÁTICA: Museus Científicos e Naturalistas
Museu Joias da Natureza (Guarujá), Museu de Pesca (Santos), Aquário (Santos), Orquidário (Santos)
14h40 Pausa
15h
2ª MESA TEMÁTICA: Museus histórico-pedagógicos
Casa Martim Afonso (São Vicente), Instituto Histórico e Geográfico de São Vicente, Museu do Porto, Museu de Arte Sacra de Santos, Museu Conceição de Itanhaém, Museu Histórico Arqueológico de Peruíbe, Museu da Cidade de Praia Grande
16h 10
3ª MESA TEMÁTICA: Museus de Artes e Esportivos
Pinacoteca Benedicto Calixto (Santos), Galeria Nilton Zanotti (Praia Grande), Museu Pelé (Santos), Memorial das Conquistas S.F.C. (Santos)
17h Mesa redonda: Todos os representantes das mesas temáticas respondem perguntas da plateia.
17h40 Encerramento 

terça-feira, 16 de maio de 2017

Procura-se
Conto da edição de maio da 
Revista Conexão Literatura

Olá pessoal, que o dia hoje seja excelente para todos nós.
“Procura-se” faz parte da edição de maio da Revista Conexão Literatura e disponibilizo aqui na página, espero que gostem.
Grande abraço,
Míriam

         E foi entre estações indo e vindo de Lucca para Firenze que eu a vi sentada em um banco na Firenze Campo di Marte. Quando o trem parou fiquei observando-a da janela e aquele rosto triste e solitário em meio a tantas pessoas que caminhavam apressadamente para embarcar, me chamou a atenção.
         E digo mais a vocês, meus queridos leitores, ela não tinha nada de excepcional, vestia uma calça justa preta, um sapato também negro baixo e uma camisa branca. De cabelos louros à nuca, o rostinho triste me deixou perplexo a me perguntar se alguma coisa não ia bem com a vida dela, que nem por um piscar de olhos ousou levantar o olhar fixo do chão. E foi essa a impressão que tive daquela garota, sem ao menos saber quem era. E lentamente o trem foi deixando a estação. Eu com o rosto grudado ao vidro da janela, ainda pude ver, mesmo com os últimos raios de sol que batiam em meus olhos, que ela permaneceu na mesma posição.
        
O trem tomou prumo e em seu balanço seguimos para a próxima estação. Meu coração e meu pensamento, contudo, inquietos só tinham uma coisa em mente, a imagem da moça desconhecida, e eu me questionava quem seria ela.
Ao anunciar que chegávamos à Santa Maria Novella, nome da estação ferroviária de Firenze, senti um vazio em meu coração, e assim desci em meu destino, era mais um em meio a tantas malas e pessoas que subiam e desciam dos trens e caminhei lentamente apenas com uma pasta me esquivando da fumaça mal cheirosa dos cigarros. E a estação foi ficando para trás, atravessei a rua e vi que o Burger King estava lotado e passei reto, comeria mais tarde e parti direto ao hotel, próximo à estação.
         Em férias na Itália, escolhi Firenze por ser uma cidade ricamente cultural e histórica, mas foi em Lucca ao visitar o Puccini Museum que resolvi fazer um curso rápido sobre o grande compositor, então, por três dias pegaria o trem para lá, às 12 horas.
         Sentei-me no mesmo lugar do dia anterior, rosto colocado à janela e o coração saltando à boca, pois o trem começara a diminuir ao entrar na estação Firenze Campo di Marte. Para saciar minha angústia, lá estava ela sentada no mesmo banco, cabisbaixa e trajando a mesma roupa. Rapidamente peguei o celular e registrei uma foto dela. A moça não percebeu que foi clicada, pois seu olhar parado e fixo refletiam apenas solidão e tristeza. Quando o trem novamente começa a movimentar-se, para minha surpresa, ela ergue o rosto e seus olhos encontram os meus como se fossem puxados por um ímã. E a sedução de olhares foi interrompida com o distanciamento do trem, que seguiu destino.
         - Ela me viu e me seguiu com os olhos, como se quisesse falar algo! – Murmurei em pensamento. E desci radiante em Lucca.
         No último dia do curso o que realmente me importava era ver a moça na estação. E novamente lá estava ela, no mesmo banco, com a mesma roupa e cabisbaixa. Desta vez, não hesitei, ao parar o trem me levantei e desci, pois precisava conhecê-la. Para atravessar ao outro lado da estação era possível por um túnel subterrâneo e caminhei o mais rápido que pude. Subindo ofegante e nervoso os degraus, para a minha surpresa, eis que o banco estava vazio.
         - Não! Meu grito chamou a atenção das pessoas. – Nenhum trem chegou deste lado, para onde ela foi? E comecei a andar por ali, a vasculhar cada pedaço do local. Com o passo rápido fui procurá-la pelas imediações, e nada, ela simplesmente desapareceu! Comecei a mostrar a foto do celular e a perguntar sobre a moça, mas ninguém a tinha visto caminhando por ali. Perguntei para alguns taxistas, no ponto de ônibus e nada. Frustrado, retornei à estação, pegaria o trem para Firenze, deixando o curso de lado.
        
No hotel, meu pensamento me consumia e minha cabeça não parava de pensar na garota. Minha agitação e nervoso me tirou o sono. Fui até a recepção pedir ajuda na impressão da foto; fiz um cartaz: procura-se.
         Retornei no mesmo horário na estação decidido a encontrá-la. Ao descer do trem, e ver o banco vazio, perambulei na ânsia de vê-la chegar, mas nada aconteceu. Depois de duas horas de espera, resolvi colocar o cartaz em uma das pilastras da estação e retornei ao banco. Com os olhos fixos no vazio da solidão, uma jovem se aproxima e senta-se a meu lado. Ela me toca o braço, me tirando do transe.
         - Ei, vi que você colou um cartaz - disse ela.
         - E então, você conhece a jovem da foto? – Perguntei-lhe com um sorriso no rosto.
         - Bem, é justamente sobre isso que vim perguntar-lhe, agora sei que você procura por uma mulher, disse ela.
         - Como assim, a foto, você não viu a garota nela? – Questionei-lhe, já com outro tom de voz.
         - Não tem ninguém no cartaz além deste banco, disse ela levantando-se e partindo chateada pela grosseria.
         Corri desesperadamente sem acreditar numa palavra se quer do que ouvi. Ao me aproximar da pilastra, esfreguei meus olhos e me amparei para não cair ao chão, pois a jovem tinha razão, não havia nada além do banco na foto. Arranquei o cartaz da parede e ao me virar, a moça estava atrás de mim e fez um sinal para que eu me sentasse.
         - Quando vi que você se levantou correndo vim para cá, pois sabia que você ficaria perdido, disse ela.
         - Não compreendo, e procurei no celular a foto da moça do banco. – Aqui está, veja e mostrei-lhe a foto.
         - Veja você com calma, disse ela, não tem nada além do banco, entregando-me o telefone.
         E ela tinha razão, o banco estava vazio.
         - Tudo não passou de ilusão, disse-me ela. – Nossa mente nos prega peças quando nos sentimos solitários e frágeis e a ânsia em conhecermos outra pessoa, em nos relacionarmos pode ter ocasionado tudo isso. Acho que o seu íntimo se projetou em alguém solitário como você. – Disse a moça, levantando-se para partir.
         - Por favor, vamos conversar mais um pouco, insisti.
         - Tenho compromisso e preciso pegar o trem para Firenze. – Mas se você quiser me acompanhar...
        
Retornei com ela. Fomos conversando e aos poucos me acalmei. Contei-lhe sobre meu problema em ter amigos, em me relacionar e ela me compreendeu. Por compaixão ou não, acabamos fazendo amizade e até o término de minhas férias nos vimos muitas vezes. Como sou estudioso em arte, Vittoria me levou a um lugar fantástico, o Palácio Pitti, o mais imponente da cidade, que contém museus e galerias de grande interesse e o belíssimo Jardim de Boboli, exemplo típico de jardim à italiana. E assim, a intelectual e graciosa jovem foi me apresentando as belezas de sua cidade, que me encantaram por completo, tanto a alma como o coração.
         De volta ao Brasil, a confiança em mim mesmo tinha melhorado, não por completo, como eu gostaria, mas me sentindo melhor a tal ponto, que deixei com Vittoria um convite por escrito num lindo cartão a sua vinda ao Brasil nas férias, proposta que ela felicíssima não conseguiu rejeitar.
E vocês devem estar se perguntando que fim levou a foto, não é? Eu a enviei para o laboratório de revelação para enquadrá-la.
         Peguei um martelo e prego e levei o quadrinho para meu quarto. Desembrulhei o pacote com cuidado e o pendurei. Ao olhar para a foto, um grito agudo saiu de minha garganta, assim como deixei cair ao chão o martelo. Para a minha surpresa, o banco da estação de trem não estava vazio.
Fui escorregando pela parede, ao perceber, que era eu sentado nele. 

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Antonio Candido de Mello e Sousa

Bom dia a todos nós e iniciamos mais uma semana, que seja produtiva e cheia de energia!
O meu post de hoje é sobre o falecimento de Antonio Candido de Mello e Sousa, que disponibilizo somente hoje por causa de eventos do final de semana, mas deixo aqui o meu pesar a esta grande figura ilustre por sua importância na Literatura Brasileira, o sociólogo Antonio Candido, que faleceu na madrugada de sexta-feira, dia 12, aos 98 anos de idade.
Candido, que também foi professor da Faculdade de Filosofia e Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, além de ser um dos melhores críticos literários do País, contribuiu com estudos sociológicos, como quando analisou o caipira paulista e suas transformações em "Os Parceiros do Rio Bonito" (1964).
Antonio Candido recebeu prêmios importantes ao longo de sua trajetória: Jabuti, Camões, concedido pelos governos do Brasil e de Portugal, em Lisboa. E, em 2005, o Prêmio Internacional Alfonso Reyes, no México.
Nascido no Rio de Janeiro, em 24 de julho de 1918, Antonio Candido de Mello e Sousa foi educado em casa, com a mãe como professora. Ainda criança, ele se mudou para Poços de Caldas (MG), e depois para São João da Boa Vista, no interior de São Paulo. Também viveu na França, entre 10 e 12 anos.
Em 1937, iniciou os cursos de Direito e de Ciências Sociais na USP. Quatro anos depois, se formou em Ciências Sociais.
Iniciou a carreira como crítico literário nos anos 40, tendo escrito para jornais como Folha da Manhã, Diário de S. Paulo e O Estado de S. Paulo.

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